O governo mexicano anunciou um pedido de suspensão de um leilão no Colorado, nos Estados Unidos (EUA) , após identificar 80 peças arqueológicas pertencentes ao patrimônio nacional.
O Ministério da Cultura, chefiado por Claudia Curiel de Icaza, informou, por meio de um comunicado na rede X, que a descoberta foi possível graças ao trabalho do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) .
As peças são protegidas pela Lei Federal de Monumentos e Zonas Arqueológicas, Artísticas e Históricas, que exige sua devolução ao México e proíbe sua comercialização.
Curiel de Icaza enfatizou que, “uma vez que se tratam de bens pertencentes à Nação, inalienáveis e imprescritíveis por força de lei”, as ações judiciais necessárias foram iniciadas para impedir a venda e exigir sua restituição.
Em sua declaração, a autoridade acrescentou que “nosso patrimônio não visa lucro nem apropriação. Sua defesa é um compromisso permanente com a memória e a soberania cultural do México”.
Desde 2018, o México recuperou mais de 16.500 peças culturais por meio de processos classificados como restituição e suspensão de leilões em cidades como Nova York, Espanha, Paris e Roma, onde objetos roubados ilegalmente eram oferecidos.
O país também entrou com ações judiciais internacionais com o objetivo de recuperar o máximo possível de artefatos arqueológicos e artísticos que foram removidos ilegalmente.
Com essas ações, o México reafirma sua política de defesa do patrimônio histórico e cultural, consolidando sua posição contra a venda ilegal de peças que fazem parte de sua identidade nacional.
