Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais no Peru, a justiça do país decidiu levar a julgamento o candidato à presidência Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, de esquerda. O pleito ocorre neste domingo (7).
O tribunal rejeitou as alegações apresentadas pela defesa de Sánchez. A decisão, no entanto, não impede a participação dele na votação, mas impacta seriamente a imagem do político que enfrenta a candidata de extrema-direita, Keiko Fujimori, herdeira do ex-ditador Alberto Fujimori.
“Decreta-se o auto de persecução penal, em consequência, declara-se haver mérito para o julgamento oral contra Roberto Sánchez Palomino”, determinou o juiz Adolfo Farfán, após uma audiência virtual. Ainda cabe recurso contra a decisão.
O Ministério Público peruano pede que Sánchez seja condenado à pena de cinco anos e quatro meses de prisão. Segundo a acusação, nas campanhas eleitorais de 2018 a 2020, o candidato teria recebido mais de 57 mil dólares de seu partido para atividades políticas. Os valores não teriam sido declarados ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais.
Disputa
Pesquisa Ipsos divulgada na última quinta-feira (4) mostrava empate técnico entre o candidato de esquerda e a extremista de direita.
Sánchez obteve 43,8% das intenções de voto e Keiko Fujimori recebeu 43,2%.
Cerca de 13% dos entrevistados afirmaram que votarão em branco ou que vão anular seu voto.
A pesquisa foi realizada em 3 de junho e tem uma margem de erro de mais ou menos 2,1 pontos percentuais, disseram fontes próximas ao Ipsos.
Uma pesquisa anterior do Ipsos, divulgada em 31 de maio, mostrava Fujimori com 38% e Sánchez com 35%, com 27% dos eleitores ainda indecisos.
