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União Europeia veta importação de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil

Bloco afirma que Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle de antimicrobianos utilizados no setor

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A União Europeia argumenta que o Brasil não apresentou garantias suficientes para comprovar o cumprimento das exigências sanitárias do bloco
A União Europeia argumenta que o Brasil não apresentou garantias suficientes para comprovar o cumprimento das exigências sanitárias do bloco | Crédito: Ministério da Agricultura e Pecuária

A União Europeia oficializou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A medida foi divulgada nesta sexta-feira (5) e estabelece o próximo dia 3 de setembro para entrar em vigor. O argumento do bloco é a falta de informações consideradas suficientes para comprovar o cumprimento das regras europeias no uso de antimicrobianos na produção animal.

A decisão afeta produtos como carne bovina, carne de frango, pescados, mel e tripas. Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou as garantias exigidas para demonstrar que determinados medicamentos antimicrobianos utilizados na pecuária não são empregados como promotores de crescimento dos animais.

As informações do Ministério da Agricultura do Brasil, consideradas insuficientes pelo bloco, foram encaminhadas no último dia 21 de maio, com um pedido de um período de transição até 2029 para se adaptar às exigências. Antes da oficialização, a União Europeia já questionava a carne de origem brasileira, reforçando que as importações devem passar pelas mesmas regras exigidas aos produtores locais. Outros países do Mercosul permanecem exportando para a Europa, como Argentina, Paraguai e Uruguai.

O que são antimicrobianos?

Os antimicrobianos são medicamentos utilizados para prevenir e tratar infecções causadas por diferentes microrganismos, como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Segundo o Ministério da Saúde, o uso excessivo ou inadequado desses medicamentos contribui para a chamada Resistência aos Antimicrobianos, ou RAM, quando os microrganismos desenvolvem mecanismos para sobreviver aos tratamentos.

O ministério alerta que a RAM já é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública global, tornando infecções mais difíceis de tratar e aumentando o risco de mortes. Como destaca a pasta, “o uso exagerado de antimicrobianos e o descarte inadequado de resíduos são os principais fatores que aceleram essa resistência”.

Editado por: Rodrigo Gomes

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