Trama golpista

Moraes rejeita pedido para adiar e mantém julgamento de Eduardo Bolsonaro nesta terça

Cassado e autoexilado nos EUA, Eduardo Bolsonaro será julgado nesta terça (16) pelo STF

Eduardo, Jair e Flávio Bolsonaro
Eduardo, Jair e Flávio Bolsonaro | Crédito: Reprodução/Twitter

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes rejeitou nesta segunda-feira (15) o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar o julgamento do deputado cassado e autoexilado nos EUA, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sobre coação nas investigações da trama golpista de 8 de janeiro de 2023. Com a decisão, o juízo foi mantido para esta terça-feira (16).

Segundo a investigação, o ex-deputado teria atuado para interferir no andamento da ação sobre a trama golpista ao negociar sanções dos EUA ao Poder Judiciario brasileiro, com a inclusão do ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

Eduardo Bolsonaro não designou um advogado para representá-lo no processo. Com isso, a defesa dele está à cargo da DPU.

Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do STF formou maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu por tentar interferir no julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro. A decisão acata o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para julgar o congressista e o jornalista Paulo Figueiredo por coação no curso do processo.

Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela abertura do processo contra Eduardo Bolsonaro. Para Moraes, o principal indicativo do cometimento de crimes pelo ex-deputado foi a aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o governo e autoridades brasileiras. O filho do ex-presidente está nos EUA e disse ter articulado essas medidas com a Casa Branca. 

Editado por: Igor Carvalho

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