O processo eleitoral na Colômbia voltou a atrair a atenção do público após ameaças recebidas por setores da sociedade civil, gerando preocupação com a segurança dos eleitores que irão às urnas no domingo (21), para eleger o presidente que governará pelos próximos quatro anos.
O presidente Gustavo Petro denunciou que partidos políticos opositores ao seu movimento têm recorrido a táticas de intimidação para influenciar o eleitorado. Suas declarações foram feitas durante o Grande Encontro Nacional pela Saúde e Cuidado da Vida, realizado em Medellín e transmitido em todo o país.
Em seu discurso, Petro advertiu: “Aqueles que querem vir governar a Colômbia ameaçam com fuzis, com listas de extermínio e com fazer algo na Colômbia pior do que fizeram em Gaza”.
O presidente anunciou que apresentará seu caso como um “crime contra a humanidade” à Procuradoria-Geral da República. Caso essa Procuradoria permaneça inativa, afirmou que recorrerá ao Tribunal Penal Internacional para denunciar qualquer indivíduo ou organização que, segundo ele, “busque instigar o medo e espalhe mentiras”.
Essas declarações surgem em meio à disputa presidencial entre o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella e o candidato apoiado pelo governo, Iván Cepeda, que se enfrentarão no segundo turno em 21 de junho.
Até o momento, sabe-se que o candidato de esquerda, Iván Cepeda, apresentou uma queixa formal contra De la Espriella por um suposto plano de “ataque autoinfligido” .
