As universidades assumem um papel estratégico no fortalecimento e na promoção da agroecologia em um contexto mundial marcado pelos desafios das mudanças climáticas e pela necessidade de promover formas sustentáveis de produção de alimentos e a resiliência de territórios. Elas têm a responsabilidade de construir conhecimentos de forma dialógica e interdisciplinar, com vistas à transformação social.
Ao oferecer cursos de graduação e pós-graduação, atividades de extensão universitária e de pesquisa e inovação, a universidade colabora no desenvolvimento de tecnologias sociais adaptadas às realidades locais. Ao mesmo tempo, fortalece a organização de redes de cooperação entre docentes, estudantes, agricultoras e agricultores, agentes de diferentes níveis educacionais e organizações públicas e da sociedade civil.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) forma profissionais comprometidos com o desenvolvimento territorial e a sustentabilidade e, desde 2005, oferta o curso superior de Agroecologia. O curso integra saberes acadêmicos e tradicionais com metodologias ativas e participativas, e com protagonismo comunitário. Visa à conservação ambiental, à soberania alimentar e à justiça social.
Quando as universidades cooperam para o fortalecimento da agroecologia, constroem alternativas de transformação social com desenvolvimento territorial sustentável. Agroecologia é ciência, movimento, prática e educação.
*Gabriela Schenato Bica, professora de Agroecologia na UFPR Litoral
**Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil de Fato.
Leia aqui a edição n.º 333 do Brasil de Fato PR Especial da 23º Jornada de Agroecologia

