Sem acordo

Vigilantes do DF entram em greve por tempo indeterminado; nova assembleia ocorre nesta quinta (25)

Categoria reivindica nova convenção coletiva de trabalho; Chico Vigilante e Bancários manifestam apoio

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Trabalhadores colam cartazes anunciando greve
Trabalhadores colam cartazes anunciando greve | Crédito: Reprodução/Sindesv-DF

Vigilantes do Distrito Federal entraram em greve na noite desta terça-feira (23) por tempo indeterminado. Segundo a categoria, todas as atividades exercidas pelos trabalhadores estão suspensas até que “uma proposta de convenção coletiva” seja assinada. A paralisação foi motivada por falta de reajuste salarial e deve impactar setores dependentes de segurança patrimonial, como hospitais, bancos, órgãos públicos.

Uma nova assembleia está marcada para esta quinta (25), às 17h, na Rampa dos Vigilantes, no Conic, no Setor de Diversões Sul em Brasília, para debater possíveis soluções.

Durante as negociações, o sindicato patronal não apresentou nenhuma nova proposta para a categoria. Segundo o secretário de imprensa do sindicato, Gilmar Rodrigues de Azevedo, a proposta acordada na última quarta (17), que previa reajuste de 3,9%, sem retroativo, foi rejeitada.

De acordo com o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF), apenas a empresa Brasília Segurança apresentou proposta própria de reajuste de 4,26% sobre todas as cláusulas financeiras, incluindo o ticket- alimentação. Por isso, não haverá greve nos postos atendidos pela empresa.

Na segunda-feira (22), o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF) manifestou apoio à greve geral em publicação nas redes sociais. “É lamentável que os empresários fiquem enrolando a categoria desde outubro sem assinar a convenção coletiva de trabalho. Isso é inaceitável! Nossos trabalhadores da segurança privada não se rendem e não se vendem para quem nega direitos. Aqueles donos de empresas que hoje fogem da negociação são os mesmos que amanhã vão pedir o seu voto na eleição”, criticou.

Ainda segundo o parlamentar, órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) e empresas privadas foram avisados à respeito da paralisação. O parlamentar também declarou que um ofício tratando sobre o tema foi encaminhado à governadora Celina Leão (PP).

Apoio

Em nota publicada nesta quarta-feira (24), o Sindicato dos Bancários orientou que bancárias e bancários só devem trabalhar em agências e dependências bancárias com a presença dos profissionais de segurança previstos em lei. “O Sindicato também alerta que bancárias e bancários não devem assumir funções de segurança, transporte de valores, guarda de numerário ou qualquer atividade que não faça parte de suas atribuições. A própria legislação veda que empregados de instituições financeiras executem transporte de numerário ou valores”.

No comunicado, o sindicato também manifestou solidariedade à categoria dos vigilantes do Distrito Federal, que enfrenta impasse nas negociações coletivas com o sindicato patronal. “Os vigilantes exercem uma atividade essencial, marcada por risco, responsabilidade e exigência de formação específica. A valorização desses trabalhadores também é parte da defesa de um ambiente bancário seguro”, destacou.


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Editado por: Flavia Quirino

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