A China declarou nesta quinta-feira (25) que está disposta a fornecer assistência à Venezuela após os terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira (24). Em resposta ao Brasil de Fato, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, informou que a ajuda será articulada de acordo com as necessidades apresentadas pelas autoridades venezuelanas.
“A parte chinesa está disposta a fornecer ajuda dentro de suas capacidades, de maneira apropriada, de acordo com as necessidades da Venezuela”, disse o porta-voz em coletiva de imprensa.
O governo chinês afirmou que acompanha de perto a situação após o terremoto que atingiu a Venezuela e que mantém comunicação com a Embaixada da China em Caracas. Segundo Guo, até o momento, não há registro de cidadãos chineses entre as vítimas da tragédia.
“China tomou conhecimento dos relatos sobre o terremoto na Venezuela e expressa sinceras condolências ao governo venezuelano e às pessoas afetadas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Guo também declarou que Pequim confia na capacidade da Venezuela de superar o momento de emergência. “A China está convencida de que, sob a liderança do governo venezuelano, o povo venezuelano certamente conseguirá superar o desastre e reconstruir seus lares o quanto antes”, disse.
Enquanto isso, equipes de resgate venezuelanas seguem mobilizadas nas áreas afetadas, realizando buscas por sobreviventes, remoção de escombros, avaliação dos danos e atendimento às famílias atingidas pelo colapso de estruturas residenciais. Na manhã desta quinta-feira, o governo da Venezuela confirmou que o número de mortos chegou a 164.
Solidariedade internacional
A manifestação da China se soma a outras declarações de solidariedade internacional ao povo venezuelano após o terremoto.
México e Colômbia estiveram entre os primeiros países da América Latina a se pronunciar. O governo mexicano ofereceu ajuda humanitária e equipes de emergência, enquanto a Colômbia abriu canais de coordenação com Caracas para o levantamento das necessidades mais urgentes. Estados Unidos, Rússia, Cuba e diversos países europeus também manifestaram apoio às autoridades venezuelanas e colocaram recursos à disposição para auxiliar nas operações de resposta e reconstrução.
Organismos internacionais também acompanham a situação. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Cruz Vermelha mantêm monitoramento da emergência e participam dos esforços de coordenação da assistência humanitária às áreas afetadas.
Lula aciona Itamaraty para apoiar resposta à Venezuela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade à Venezuela após os terremotos e afirmou ter recebido a notícia com “grande preocupação e consternação”.
“Instruí o Ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar”, disse Lula.
A orientação envolve o Itamaraty e a embaixada brasileira na capital venezuelana, que permanecem em contato com autoridades locais para monitorar impactos e possíveis demandas emergenciais.
