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Com apoio da ApexBrasil, país amplia mercados, acordos e presença no comércio global

Acordo Mercosul-UE e abertura de 500 mercados impulsionam nova fase do comércio exterior brasileiro

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Acordo entre Mercosul e União Europeia vinha sendo costurado desde 1999 | Crédito: Mercosul/União Europeia

Nos últimos anos, o Brasil obteve conquistas importantes no comércio internacional, ampliando mercados, celebrando novos acordos e fortalecendo sua posição em fluxo e estoque de investimentos produtivos.

Esse processo se verifica, por exemplo, com a entrada em vigor do Acordo de Parceria Mercosul-UE (União Europeia), a abertura de 500 novos mercados internacionais e a participação do Brasil como país-parceiro oficial da Hannover Messe 2026, a maior feira industrial do mundo realizada na Alemanha.

Esses desdobramentos têm o potencial de influenciar positivamente a balança comercial brasileira, com repercussões no nível de preços domésticos, no crescimento econômico e na estabilidade financeira nacional.

Mercosul-UE e o novo momento do Brasil

A ratificação do Acordo de Parceria Mercosul-UE em maio de 2026 marca o início de uma nova etapa no comércio do Brasil, já que, ao integrar o bloco sul-americano ao mercado europeu, cria um mercado amplamente desagravado de 780 milhões de consumidores e que responde por, aproximadamente, 25% do PIB mundial.

Após 26 anos de negociações, o acordo cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e pode influenciar a dinâmica de preços no Brasil. Conjuntamente, Mercosul e UE têm população de mais de 700 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto de cerca de US$ 22 trilhões, considerados os 27 países-membros da UE e os cinco do Mercosul (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai), ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com US$ 29 trilhões, e à frente da China, com US$ 19 trilhões.

A expectativa é que, com a implementação da primeira fase do acordo, cerca de 5 mil produtos do Mercosul passem a contar com acesso preferencial ao mercado europeu. Espera-se que 54% do valor total das exportações desses produtos tenham tarifa de importação zerada. Em contrapartida, apenas cerca de 10% do valor das exportações europeias receberá o mesmo tratamento ao ingressar no mercado do Mercosul, dando espaço ao desenvolvimento da indústria mercosulina.

Os primeiros efeitos do Acordo de redução tarifária estão voltados a setores estratégicos da indústria brasileira, como máquinas e equipamentos, motores e geradores elétricos, autopeças, aeronaves, além de segmentos como couro e peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Com relação ao agronegócio, a abertura do mercado europeu ocorrerá de forma gradual, por meio de cotas de importação. Produtos como carne bovina, aves, etanol, mel, café, açúcar, suco de laranja, uvas, cachaça e lácteos passam a entrar na União Europeia com tarifas reduzidas ou zeradas, ampliando a presença brasileira em um mercado exigente e fortalecendo a competitividade das exportações.

Segundo estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), 543 produtos brasileiros têm potencial de ganho imediato com o acordo, o que pode gerar até US$ 1 bilhão em exportações adicionais, já no primeiro ano, e cerca de US$ 7 bilhões no médio prazo, nas vendas para a União Europeia. No Brasil, o acordo também tende a beneficiar consumidores e empresas com a redução de tarifas de importação sobre itens como vinhos, azeites, queijos, medicamentos e veículos.

Maior feira de indústria do mundo homenageia o Brasil

Um mês antes da ratificação do Acordo Mercosul-UE, foi dada início à participação do Brasil como país-parceiro oficial da Feira de Hanôver (Hannover Messe) entre 20 e 24 de abril de 2026. Durante o evento, foram apresentados acordos estratégicos, com destaque para o projeto Morro Pintado em Areia Branca (RN). Serão investidos cerca de R$ 11,7 bilhões para produção de hidrogênio de baixo carbono e derivados como amônia e metanol verdes, em parceria com as empresas internacionais Thyssenkrupp Uhde, Siemens e Deutsche Bahn.

Também foram assinadas declarações de intenção para projetos voltados ao Fundo Clima e à mobilidade sustentável, estimados em R$ 4,1 bilhões e envolvendo instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), KfW, BMZ, Ministério do Meio Ambiente e Ministério das Relações Exteriores.

Momento histórico para o comércio exterior

Em dezembro de 2025, durante a inauguração da sede oficial da ApexBrasil em Brasília (DF), a agência apresentou o resultado de 500 novos mercados internacionais que foram abertos entre 2023 e 2025.

Essa conquista é um dos principais marcos da política brasileira de promoção do comércio exterior, resultado da atuação integrada da agência, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Esses mercados abrangem mais de 80 países e representam oportunidades comerciais estimadas em mais de US$ 37,5 bilhões por ano, segundo o Mapa. A expansão beneficia segmentos como carnes, algodão, frutas, pescados e outros itens com potencial exportador.

Entre 2023 e 2025, a ApexBrasil, o Mapa e o MRE realizaram mais de 170 ações de promoção comercial em 42 países, que resultaram em aproximadamente US$ 18 bilhões em negócios projetados e no atendimento a mais de 3 mil empresas brasileiras. Em 2025, a ApexBrasil apoiou um recorde de 23.386 empresas, sendo 12.084 delas micro e pequenas, o que representa um crescimento de 8,2% em relação a 2024.

Das mais de 23 mil empresas apoiadas, mais de 72% exportaram pela primeira vez ou para novos destinos, e 4.859 exportaram a soma de US$ 153,2 bilhões, o equivalente a 44% de tudo o que o Brasil exportou em 2025. O número de empresas lideradas por mulheres chegou a 5.244, alta de 29,4% em comparação a 2024. Houve também um crescimento das ações nas regiões Norte e Nordeste, indicando uma maior descentralização da promoção comercial.

Balança comercial em alta e nova agenda internacional

O resultado dessas ações ao longo dos três últimos anos favoreceu a balança comercial brasileira, que registrou superávit de US$ 24,78 bilhões entre janeiro e abril de 2026, uma alta de 43,5% em relação ao mesmo período de 2025. O segundo semestre de 2026 pode ser marcado pela implementação plena do acordo com a União Europeia, cujos pilares não comerciais, por não configurarem competência supranacional, dependem de aprovação doméstica nos parlamentos nacionais europeus. O pilar comercial, em contrapartida, se encontra interinamente em vigor para os países da UE e para os países do Mercosul que o ratificaram, a exemplo do Brasil.

“A principal mudança foi a estratégia do governo brasileiro de negociação, estabilidade, democracia, diferentemente de outros que usam como estratégia aumentar tarifa e gerar conflito. O Brasil está batendo recorde de exportação para vários países em todos os setores, diversificamos nossos mercados e tudo isso contribui para um ambiente superpositivo, com ampliação de emprego, aumento do salário, aumento de consumo. Essas ações apontam para o melhor índice de desenvolvimento que a gente tem na história”, destaca o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

[Conteúdo patrocinado pela ApexBrasil]

Editado por: Rafaella Coury

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