Desendividamento

Governo lança Desenrola para adimplentes com foco no trabalhador informal

Crédito subsidiado exige dívida de até R$ 15 mil e mínimo de 4 parcelas pagas para evitar a inadimplência

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Novo Desenrola Brasil amplia renegociação de dívidas e ajuda famílias brasileiras a reorganizarem a vida
Novo Desenrola Brasil amplia renegociação de dívidas e ajuda famílias brasileiras a reorganizarem a vida | Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O programa Desenrola Brasil, iniciativa voltada à renegociação de dívidas, alcançou a marca de R$ 15,9 bilhões em débitos renegociados desde o seu lançamento, somando os valores das modalidades voltadas às famílias e ao Fies. Com o objetivo de dar continuidade às medidas de apoio financeiro, o governo federal lança, nesta segunda-feira (29), uma nova linha de crédito subsidiado voltada especialmente aos trabalhadores informais.

A iniciativa busca atender um público que, embora se esforce para honrar compromissos, enfrenta frequentemente as taxas de juros mais elevadas do mercado por não possuir renda fixa comprovada. O objetivo central do governo com esta nova etapa é preventivo: evitar que pessoas com um bom histórico de pagamento migrem para a situação de inadimplência, justamente pelo elevado custo do crédito no país.

Para ter acesso a essa nova linha de crédito com condições facilitadas, o trabalhador informal deve cumprir critérios específicos estabelecidos pelo programa. Entre as regras, é necessário possuir uma dívida de até R$ 15 mil na modalidade de crédito pessoal sem garantia e ter efetuado o pagamento em dia de, pelo menos, quatro parcelas dessa dívida.

Além do compromisso com as parcelas, o programa estabelece uma regra de tolerância para o acesso ao crédito: o beneficiário deve estar com as contas em dia ou apresentar, no máximo, 90 dias de atraso. Essa flexibilidade visa garantir que o suporte chegue a quem mantém o esforço de manter suas obrigações financeiras, protegendo a saúde do orçamento dessas famílias.

O suporte disponibilizado pelo governo através dos subsídios permite que o consumidor adimplente ou com atrasos pontuais organize suas finanças com taxas de juros reduzidas. A estrutura do programa foi desenhada para garantir que o público-alvo tenha um caminho mais acessível para acessar novos recursos, sem ser penalizado pelas condições que geralmente encontram no sistema bancário tradicional.

Essas ações complementam o trabalho já realizado pelo Desenrola Brasil desde a sua criação, ampliando o foco da renegociação para a sustentabilidade financeira do trabalhador informal. A medida reforça a estratégia da administração federal em criar ferramentas que permitam a permanência desses cidadãos no sistema financeiro, prezando pela manutenção da adimplência e pela proteção do poder de compra deste setor da população.

Editado por: Rafaella Coury

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