Trabalhadores e movimentos populares e sindicais vão às ruas em Minas Gerais nesta terça-feira (30), para pressionar o Senado Federal pela aprovação do fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial. A mobilização integra uma agenda nacional organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e pelo Fórum das Centrais Sindicais.
Os atos acontecem em diversas cidades mineiras, entre elas Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora, São João del-Rei, Divinópolis e Teófilo Otoni. Na capital, a concentração será às 17h30, na Praça Sete, no centro.
A mobilização ocorre após a aprovação da proposta por ampla maioria na Câmara dos Deputados. Agora, a continuidade da tramitação depende do Senado Federal, que precisa pautar e analisar a matéria.
Para as organizações que convocam os atos, a pressão popular será fundamental para garantir que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque a proposta em votação.
“A luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial entrou em uma etapa decisiva”, afirmam as entidades em nota conjunta.
A escala 6×1, em que os trabalhadores atuam por seis dias consecutivos e têm apenas um dia de descanso, é criticada por movimentos que apontam impactos na saúde, na convivência familiar e na qualidade de vida.
A pauta ganhou força nos últimos anos, a partir da mobilização de trabalhadores e movimentos que defendem uma nova organização do tempo de trabalho, com mais descanso e melhores condições de vida.
Mobilização em Minas Gerais
Além de Belo Horizonte, os atos previstos em Minas Gerais incluem:
Uberlândia: 16h, na Praça Ismene Mendes (em frente à Escola Bueno Brandão)
São João del-Rei: 16h, no Centro Histórico
Divinópolis: 17h, no Quarteirão Fechado
Juiz de Fora: 17h, em frente ao Banco do Brasil, no Calçadão
Teófilo Otoni: 17h, na Praça Tiradentes
As organizações também orientam a realização de ações nas redes sociais, locais de trabalho e estudo, além de cobranças públicas aos senadores pela aprovação da proposta.
A campanha defende que a redução da jornada aconteça sem diminuição salarial e convoca sindicatos, movimentos populares, entidades estudantis e coletivos a ampliarem a mobilização até a votação no Senado.
“Pelo fim da escala 6×1 já! Pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial já!”, afirmam as entidades convocantes.
