A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou, na segunda-feira (29), que equipes de resgate e ajuda humanitária de 30 países estão no país para auxiliar na busca de pessoas presas sob os escombros após os recentes terremotos de magnitude 7,2 e 7,5. Rodríguez confirmou que intensos esforços de resgate estão em andamento nas áreas afetadas para salvar vidas.
“Visitamos o Estádio García Carneiro, onde equipes internacionais de resposta chegaram para prestar apoio. 30 países, 3.681 socorristas, 1.086 toneladas de suprimentos, 27 veículos e 118 cães estão reforçando os esforços de busca e resgate. Obrigada! “, publicou a presidente em suas redes sociais.
Na segunda, uma brigada da República Socialista do Vietnã, composta por 174 socorristas e oito unidades caninas, chegou à Venezuela. Além disso, especialistas de Cuba chegaram para se juntar aos esforços de ajuda.
O Coordenador Residente e Humanitário das Nações Unidas para a Venezuela, Gianluca Rampolla, explicou que a organização está coordenando mais de 2 mil socorristas mobilizados na busca por sobreviventes. Esta operação em larga escala continua as buscas após as primeiras 72 horas do terremoto.
A ONU assumiu a gestão da operação de busca em conjunto com o governo venezuelano após os terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). O plano de assistência inclui atendimento médico emergencial, instalação de abrigos, ajuda alimentar, água, saneamento e apoio logístico para o armazenamento e distribuição de suprimentos.
Rampolla reafirmou a coordenação com as autoridades locais para otimizar os recursos disponíveis. Além disso, enfatizou a estreita colaboração com as equipes de resgate estadunidenses e esclareceu que o fechamento da USAID por ordem de Donald Trump não alterou o posicionamento das equipes no terreno, especificando que os Estados Unidos foram o primeiro governo a anunciar o financiamento para a emergência.
Entre os países que enviaram pessoal especializado e ajuda humanitária formal estão El Salvador, Colômbia, México, Brasil, Chile, Equador, República Dominicana, Peru, Paraguai, Espanha, Suíça, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Catar, China, Vietnã e Cuba, entre outras nações que se uniram a essa grande mobilização de solidariedade internacional em apoio ao povo venezuelano.
Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou, na segunda, que o número de mortos subiu para 1.719 e o de feridos, para 5.034. Ele descreveu o evento como a maior tragédia da história do território venezuelano.
O relatório detalhou ainda a existência de 15.866 pessoas afetadas e um total de 22.619 tratadas na rede hospitalar, centros de atendimento de campanha e pontos de triagem, consolidando assim o impacto devastador dos terremotos, enquanto a assistência internacional continua a ser enviada.
