convidada de honra

Ana Maria Gonçalves participa de encontro com escritoras negras do DF no Festival Latinidades

Imortal da ABL participa de bate-papo organizado pelo coletivo Julho das Pretas que Escrevem neste sábado (4)

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Escritora Ana Maria Gonçalves
A escritora Ana Maria Gonçalves é a 13ª mulher eleita para a ABL e a primeira imortal negra | Crédito: Editora Record

A escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), é a convidada especial da 6ª edição do encontro Julho das Pretas que Escrevem no Distrito Federal. O evento será realizado neste sábado (4), das 14h às 18h, no Museu Nacional da República, como parte da programação do Festival Latinidades. Os ingressos são gratuitos e o espaço sujeito à lotação.

O objetivo do evento é criar um espaço de troca, formação e visibilidade para mulheres negras que escrevem ou desejam escrever, sejam elas autoras já publicadas ou iniciantes, além de reunir profissionais da cadeia produtiva do livro. A programação inclui homenagens, sarau, lançamento e venda de livros das participantes. Ao todo, 45 autoras do DF se inscreveram para participar.

Gonçalves participa de um bate-papo conduzido pela jornalista Waleska Barbosa, seguido de sessão de autógrafos. Ela será uma das homenageadas do evento, ao lado de autoras do Distrito Federal que se destacam na produção literária, cultura e educação.

Aquilombamento literário

O tema do evento, “Um efeito de cor – mulheres negras reescrevem o mercado editorial”, é uma referência ao romance Um defeito de cor, da convidada de honra, Ana Maria Gonçalves. Escrita há 20 anos, a obra é fundamental na literatura brasileira contemporânea. Com mais de 900 páginas, o livro é narrado por Kehinde, que conta sua infância e sequestro no continente africano, a dolorosa travessia para o Brasil escravocrata do século 19, até sua luta por liberdade, identidade e por um filho perdido.

O evento também vai contar com a escritora e diretora do Festival Latinidades, Jaqueline Fernandes; a ganhadora do Prêmio Todavia de Não Ficção 2024, com Almerinda Gama — a sufragista negra, Cibele Tenório; a yalorixá Mãe Baiana de Oyá, autora da autobiografia Chão e Paz; a escritora, jornalista e professora de escrita criativa, Juliana Valentim, diretora da Revista Traços; e a educadora e militante antirracista Neide Rafael.

“O Julho das Pretas que Escrevem no DF é um evento e também um coletivo, que atua durante todo o ano. Esse aquilombamento literário permite que a gente conheça nossas obras e nossos sonhos, o que tem gerado transformações, trocas e parcerias importantes”, afirma a idealizadora do encontro, Waleska Barbosa.

“Vai ser um dia de festa, de celebração, de reflexão sobre o fazer da mulher preta na literatura e coroado pela presença de Ana Maria Gonçalves”, completa.

Serviço

6º Julho das Pretas que Escrevem no DF

Data: sábado (4)

Horário: 14h às 18h

Local: Museu Nacional da República

Entrada: gratuita com retirada de ingressos na página do Festival Latinidades


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Editado por: Clivia Mesquita

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