Extrema direita

Justiça eleitoral proclama Keiko Fujimori como presidente eleita do Peru

Decisão ocorre após Segundo Tribunal Constitucional de Lima declarar inadmissível a petição apresentada por advogado

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A candidata à presidência do Peru pelo partido Força Popular, Keiko Fujimori
A candidata à presidência do Peru pelo partido Força Popular, Keiko Fujimori | Crédito: AFP

O Juizado Nacional Eleitoral do Peru (JNE) anunciou nesta sexta-feira (03/07) a proclamação de Keiko Fujimori como presidente eleita do país, oficializando os resultados apresentados dias atrás pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

A decisão ocorre após o Segundo Tribunal Constitucional de Lima declarar inadmissível a petição apresentada por um advogado independente que buscava suspender a proclamação de Keiko Fujimori como presidente eleita do país andino.

A decisão, determinada também nesta sexta-feira pelo juiz Jonathan Valencia López, derrubou o último obstáculo que impedia a oficialização do resultado do segundo turno eleitoral, realizado há quase um mês, em 7 de junho passado.

A petição foi protocolada por Tomás Soldevilla Guerra e solicitava a “suspensão provisória e imediata de qualquer ato de proclamação oficial ou posse de Keiko Fujimori”.

O pedido era baseado em dois argumentos principais, sendo que o primeiro faz alusão a uma suposta “inelegibilidade constitucional” de Keiko, devido à sua nacionalidade japonesa. A política é nascida no Peru mas teria optado pela nacionalidade dos seus antepassados quando começou a enfrentar problemas na Justiça por denúncias de corrupção no exercício da liderança do seu partido, a sigla de extrema direita Força Popular.

O segundo argumento tem relação com as condenações que Keiko já recebeu da Justiça por crimes de corrupção. Vale lembrar que a líder de extrema direita esteve em prisão preventiva entre outubro de 2018 e novembro de 2019 em meio a investigações relacionadas aos desdobramentos internacionais da Operação Lava Jato.

O denunciante acrescenta que além de Keiko, a família Fujimori acumula uma série de condenações na Justiça, incluindo seu irmão, o deputado Kenji Fujimori, investigado pelos crimes de desvio de fundos públicos e lavagem de dinheiro, também já foi preso preventivamente, mas se encontra em liberdade.

Também se destaca, ainda mais que o exemplo do irmão, o do seu falecido pai, o ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por crimes de corrupção e violações aos direitos humanos durante seu período no poder

A decisão do Tribunal Constitucional abriu caminho para que o JNE tornasse oficial o resultado emitido pelo ONPE nesta segunda-feira (29/06), após a apuração de 100% das urnas referentes ao segundo turno das eleições presidenciais do Peru.

O informe final da apuração mostra a candidata de extrema direita Keiko Fujimori em primeiro lugar, com 9,22 milhões de votos, equivalentes a 50,13%.

Segundo colocado na disputa eleitoral, o candidato de centro-esquerda Roberto Sánchez, representante da coalizão Juntos Pelo Peru, obteve 9,17 milhões de votos, equivalentes a 49,86%. A diferença entre os dois foi de pouco mais de 49 mil votos.

A coalizão Juntos Pelo Peru anunciou que não reconhecerá a vitória de Keiko e que buscará reverter o resultado não só com recursos na Justiça Eleitoral, mas também através de mobilização popular contra a homologação de Keiko.

Editado por: Opera Mundi
Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi

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