Guerra da Ucrânia

Rússia rechaça acusações da UE de envolvimento em ciberataques e diz ter se adaptado a sanções

Porta-voz do Kremlin diz que alegações são infundadas e carecem de provas reais; Reino Unido amplia investimento militar

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Vladimir Putin e seu porta-voz, Dmitry Peskov, responderam às ameaças de envio de mísseis de longo alcance para Ucrânia
Vladimir Putin e seu porta-voz, Dmitry Peskov | Crédito: Gavriil Grigorov/ POOL/AFP

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, declarou nesta terça-feira (14) que Moscou rechaça as recentes alegações da União Europeia e do Reino Unido de um suposto envolvimento da Rússia em ciberataques, classificando as acusações como infundadas.

“Rejeitamos essas acusações. Vocês sabem que, há muitos anos, a Rússia é acusada de coisas nas quais não tem envolvimento. Essas acusações são sempre infundadas, nunca são comprovadas e nunca ouvimos nenhuma evidência”, disse Dmitry Peskov a repórteres.

Ao comentar as sanções impostas à Rússia ligadas a estas acusações de ciberataques, o porta-voz do Kremlin observou que a Rússia se adaptou às restrições impostas pelo Ocidente, aprendendo a contornar as restrições e minimizar seu impacto negativo.

“Nós nos adaptamos às dezenas de milhares de sanções impostas ao nosso país. Aprendemos a contornar essas sanções, aprendemos a minimizar o impacto negativo delas. Continuaremos a fazer isso”, afirmou Peskov.

Os comentários do porta-voz da presidência russa surgem no contexto de o governo do Reino Unido ter adicionado mais de 20 indivíduos e entidades à sua lista de sanções contra a Rússia por conta de supostos ciberataques. Anteriormente, o Conselho da UE também anunciou restrições contra diversos indivíduos e organizações russas, acusando-os de ciberataques contra a Ucrânia e países da UE.

O comunicado observou que Londres está agindo em coordenação com a UE e acredita que a Rússia é responsável por “ciberataques, interferência eleitoral e disseminação de retórica maliciosa contra a Ucrânia em toda a Europa”.

A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou que a UE ainda não conseguiu chegar a um acordo sobre o 21º pacote de sanções contra a Rússia, mas que esse objetivo provavelmente será alcançado em breve.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou no início de junho que todas as declarações europeias sobre ciberataques russos contra o Ocidente são feitas com base em uma premissa de “alta probabilidade” e lembrou que não há um único fato comprovado.

Londres fará investimento recorde em bases navais

Ao mesmo tempo, o Reino Unido anunciou que irá alocar um valor recorde de £ 26 bilhões (aproximadamente US$ 33,8 bilhões) para a reforma de suas três principais bases navais: Clyde, Devonport e Portsmouth.

De acordo com um comunicado do governo britânico, o plano inclui a modernização de docas e infraestrutura costeira, a reforma de edifícios e a construção de novas acomodações individuais para membros das Forças Armadas.

“As ameaças que o Reino Unido enfrenta são reais e estão aumentando”, declarou o Ministro da Indústria de Defesa e Preparação, Luke Pollard, acrescentando que a Marinha Real precisa ter as bases e a infraestrutura necessárias para estar pronta para o combate”, afirmou.

A medida se insere no contexto do contínuo apoio militar a Kiev por parte de Londres. No último domingo (12), a União Europeia e o Reino Unido assinaram um acordo em 13 de julho que abre caminho para a participação britânica no empréstimo de € 90 bilhões (aproximadamente US$ 97,2 bilhões) da UE para a Ucrânia, destinado a fortalecer as capacidades de defesa ucranianas e consolidar o apoio a longo prazo ao país.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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