Reconstrução

Venezuela atualiza dados sobre impacto dos terremotos e número de vítimas sobe para 4.734

Presidente do Legislativo ainda anunciou nova rodada de diálogos com setor da oposição conformado por ex-deputados

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Vista aérea mostra destruição catastrófica nos bairros de Caraballeda e Caribe, na cidade costeira de La Guaira
Vista aérea mostra destruição catastrófica nos bairros de Caraballeda e Caribe, na cidade costeira de La Guaira | Crédito: Cem Tekkesinoglu/Anadolu/Anadolu Via AFP

O governo da Venezuela divulgou um novo balanço oficial nesta segunda-feira (14) sobre os impactos dos terremotos que atingiram o país e o número de vítimas fatais subiu para 4.734.

Além do número de mortos, o país contabiliza 16.740 feridos. O cenário de destruição é amplo, com 856 edifícios afetados e 190 estruturas colapsadas, deixando 17.907 pessoas sem moradia. Para lidar com os desabrigados, foram montados 107 acampamentos transitórios, que atualmente abrigam 20.903 pessoas.

O esforço de resposta conta com a atuação conjunta de 30.989 efetivos e 31.050 voluntários locais, além de 2.471 socorristas internacionais que seguem mobilizados nos territórios.

A logística de assistência tem sido massiva, com a distribuição de mais de 10 mil toneladas de alimentos e mais de 21 milhões de litros de água, enquanto pacientes continuam recebendo atendimento médico.

Diálogo com a oposição

Também nesta terça-feira, o governo venezuelano anunciou uma nova rodada de diálogos com um setor da oposição. O atual presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, comunicou o início de uma “rota de trabalho conjunta” com ex-membros do Parlamento do período 2015-2020.

O grupo consiste em um conjunto de ex-deputados que não possui mandato oficial e atua como uma estrutura paralela, que durante anos manteve articulações políticas com apoio financeiro dos Estados Unidos em tentativas de desestabilização do governo do presidente Nicolás Maduro.

Em comunicado oficial, Caracas disse que a iniciativa é como um marco de “convocação à unidade nacional para enfrentar o pós-desastre e os desafios institucionais do país”.

O governo enfatiza que o foco deste novo diálogo, que deve se iniciar em 1º de agosto, seria a “reconstrução e a manutenção da paz, em um momento em que a cooperação internacional e a estabilidade interna tornaram-se fundamentais para a sobrevivência da população atingida pelos terremotos”.

Editado por: Lucas Estanislau

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