Outra vez

Trump cumpre ameaça e oficializa tarifaço de 25% contra exportações brasileiras

Medida unilateral de Washington atinge cerca de 4 mil itens da indústria e pode custar R$ 14,9 bilhões ao país

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Donald Trump durante cerimônia de assinatura do “Secure America Act”, na Casa Branca, em Washington, nesta quarta-feira (10).
Donald Trump durante cerimônia de assinatura do ‘Secure America Act’, na Casa Branca, em Washington | Crédito: Ken Cedeno/AFP

Os Estados Unidos confirmaram, na noite desta quarta-feira (15), a aplicação de um tarifaço de 25% sobre as importações de produtos brasileiros. A medida foi tomada pelo governo local após uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA, que acusa o Brasil de “práticas desleais” para justificar a punição aos produtores nacionais.

Embora o Palácio do Planalto tenha insistido em uma mesa de negociações com os órgãos estadunidenses ao longo do último ano, o desfecho hostil já era previsto pela diplomacia brasileira. O governo brasileiro deve aguardar o anúncio oficial e a relação dos produtos taxados para se posicionar.

O tamanho do golpe

O impacto da medida deve ser mais sentido pela indústria brasileira, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, o tarifaço pode alcançar cerca de 4 mil produtos produzidos no Brasil, ameaçando diretamente um montante de US$ 14,9 bilhões (cerca de R$ 80 bilhões) em exportações para o mercado estadunidense.

Desde o ano passado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trata das tarifas como um assunto político, e não econômico. O petista reuniu-se na manhã desta quarta-feira com o corpo diplomático e assessores de assuntos internacionais para traçar a contraofensiva brasileira diante do ataque comercial.

A justificativa da gestão Trump de que as taxas servem para “equilibrar a balança bilateral” não se sustenta diante da realidade dos dados. Historicamente, a relação comercial entre os dois países é amplamente favorável aos Estados Unidos, que acumulam superávits seguidos às custas do mercado brasileiro.

Editado por: Igor Carvalho

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