Um estudo nacional realizado pela consultoria QSocial revelou que 50% dos argentinos não estão dispostos a continuar esperando por melhorias em suas finanças pessoais sob as políticas de austeridade implementadas pelo presidente Javier Milei.
A pesquisa, realizada com uma amostra de 1.323 casos em todo o país, revela um cenário de forte desaprovação, em que 67% dos entrevistados sustentam que o esforço exigido da sociedade não valerá a pena no futuro e rejeitam os sacrifícios atuais solicitados pelo presidente como necessários, enquanto as elites se tornam cada vez mais ricas.
A pesquisa também revela uma grave falta de confiança na gestão do governo, com 61% dos entrevistados afirmando que Milei não tem capacidade para resolver os principais problemas do país, encabeçados pelo desemprego e pela pobreza.
Da mesma forma, 64% da população acredita que as decisões da Casa Rosada favorecem apenas os setores privilegiados, enquanto 47% antecipam uma piora da situação econômica para o próximo ano.
Organizações de aposentados, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), as Centrais Sindicais dos Trabalhadores da Argentina (CTA) e movimentos sociais se mobilizaram recentemente em frente ao Congresso Nacional, em Buenos Aires, para exigir um aumento salarial emergencial e a restauração do sistema de mobilidade previdenciária vetado por Milei.
O protesto ocorreu em meio a uma forte operação de segurança mobilizada por forças como a Polícia Federal e a Gendarmaria Nacional, enquanto os manifestantes destacavam a constante deterioração de sua qualidade de vida resultante das medidas de ajuste econômico.
Durante a mobilização, os líderes sindicais denunciaram a perda de mais de 300 mil empregos formais no país e questionaram o impacto da reforma trabalhista promovida pelo Executivo.
Líderes políticos da oposição também destacaram que o programa do governo responde aos cortes exigidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em pensões, gastos sociais e obras públicas.
