Chegar ao centro histórico de Porto Alegre pela Avenida Mauá traz um pouco de como é parte da capital gaúcha: barulhenta, caótica e banhada pelo Guaíba. O cheiro de peixe emanando do Mercado Público, os ambulantes vendendo todo tipo de objeto e uma grande quantidade de prédios históricos caracterizam o bairro.
Aos que saem do Trensurb pelo terminal Mercado Praça Revolução Farroupilha, a primeira visão que se tem é a de um edifício alto, com 26 andares. O prédio, localizado na travessa Mário Cinco Paus, até 2021 abrigava uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde a pandemia, ele está inativo. Esse é apenas um dos dezenove edifícios vazios sob posse da União em Porto Alegre. Além disso, o último Censo apresentou que existe um déficit habitacional de 31.783 domicílios na capital gaúcha, além de 100 mil imóveis estão desabitados.
Desde o dia 8 de maio de 2024, o antigo prédio do INSS vem sendo ocupado pelo Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). A necessidade da busca por moradia digna surgiu após as inundações daquele ano deixarem milhares de gaúchos sem onde morar. Uma faixa vermelha gigante escrita em letras garrafais “MTST” foi estirada nos últimos andares do edifício. A então nomeada “Ocupação Maria da Conceição Tavares” vem abrigando pessoas desde seu início até hoje, dois anos depois.

Os que chegam em Porto Alegre pela Mauá e antes viam um prédio vazio, agora são recepcionados pelo movimento quando entram na capital. Fernando Capos, coordenador nacional do MTST, explicou como foi a organização para a chegada no prédio. “Ele estava desocupado desde 2021. Por ser um prédio da região central, a gente já avaliava a possibilidade de fazer essa reciclagem.” Capos também ressaltou as condições em que o lugar se encontrava: “É um prédio que já vinha precário porque não existia manutenção. Antes de desocuparem, somente quatro andares eram utilizados”.
O grupo inicial, além de fazer toda a limpeza do prédio e a retirada do barro advindo da inundação, também teve que lidar com a falta de água, esgoto e energia. “Foi um processo de um mês de limpeza para conseguir deixar habitável. Quando a ocupação foi feita, nós tentamos contornar alguns desses problemas. Conseguimos garantir energia e fazer a manutenção de alguns banheiros para utilização”.

Conhecendo Maria da Conceição Tavares, o prédio
Visitei a ocupação em duas ocasiões, ambas no mês de abril. Na primeira visita, um dia de chuva forte foi responsável por encharcar desde os pés até as canelas minhas e da Fernanda da Veiga, estudante de jornalismo que me acompanhou nas fotos. Nossa ideia inicial nesse momento era conhecer o prédio e conversar com o maior número de pessoas possível, sendo Fernando Capos nossa principal fonte até então. A entrevista estava marcada para o início da tarde. Quando chegamos, entramos pelo portão, que fica localizado na avenida Mauá. Fomos recepcionadas por Glória Machado Silva, coordenadora da ocupação, que foi nosso ponto de partida. No início conversamos sentadas em um sofá, na parte da frente do edifício, área onde fica a lavanderia dos moradores.
Glória nos explicou a estrutura de organização da ocupação. Devido às deteriorações e ao limite financeiro, dos 26 andares do antigo prédio do INSS, somente quatro são ocupados, os mesmos de quando o prédio funcionava como agência. Por isso, segundo Capos, existe um limite de pessoas que podem ser abrigadas. Atualmente, cerca de 50 pessoas residem lá. No primeiro andar, a antiga estrutura de atendimento da Previdência Social ainda se mantém de pé. É possível enxergar marcas deixadas pelas águas de maio de 2024. A expectativa é que no futuro, quando não existir mais lama, o espaço se torne uma homenagem a Elza Soares. Esse grupo é dividido da seguinte maneira: casais, idosos e mães solo em um andar, homens e mulheres solteiros em outro.

No segundo, cada família possui um quarto individual, feito com divisórias das salas da antiga função do edifício. No terceiro andar ficam os “Sem Barraco”, integrantes do movimento que não moram no prédio. A ideia, segundo Glória, é pegar mais material nos andares acima para construir quartos para as mulheres solteiras, que dividem um único cômodo ao lado do “Cinema sem teto”, outro espaço do quarto andar que possui um projetor e mensalmente exibe filmes brasileiros – essa é a área comum entre o lado dos homens e o lado das mulheres. Na primeira visita, o cartaz do longa “Que horas ela volta?”, protagonizado por Regina Cazé, estava colado nas paredes, divulgando a exibição que seria sábado seguinte. Cada um desses andares possui uma sala de TV e banheiros próprios para um dos grupos. Conforme andávamos pelo prédio, um gato branco com manchas pretas nos acompanhava no passeio. Enquanto conversávamos, conhecíamos mais do prédio, tanto pelas histórias dos moradores, quanto pelos nossos olhos que estavam cada vez mais dentro da ocupação.
A coordenadora também ressalta que para manter a boa convivência, homens e mulheres solteiros não podem ter relações sexuais nas dependências do edifício. Segundo ela, quando um casal é formado lá dentro, existe uma reunião com a coordenação e com todos os moradores do prédio, para que posteriormente eles se mudem, ou não, para o andar debaixo, junto com as demais famílias. Além disso, todas as crianças devem estar matriculadas na escola e com o calendário vacinal em dia. Devido ao estigma relacionado às ocupações, pessoas dependentes químicas não são permitidas como moradoras. Juliane, que chegou há pouco mais de um ano junto com a filha e o ex-marido, conta o porquê da separação: “Ele é dependente químico, por isso foi convidado a se retirar, eu fiquei com a minha menina. Aqui nós temos crianças, nós temos idosos. Como vamos aceitar esse tipo de coisa?” Glória nos contou também uma vontade futura para o prédio: “A gente luta não só para fazer moradia, quero um dia ter como poder ajudar os dependentes que vêm para cá, para gente não existir essa restrição. Isso é uma questão de saúde pública.”

Quem é Glória?
Glória é a alma da ocupação. Coordenadora da Ocupação há alguns meses, a mulher de 56 anos se mudou para o prédio junto com o marido, depois do período das inundações. “Eu fiquei sem trabalho e aí vieram as enchentes. Só que, como não estava trabalhando, não conseguia pagar meu aluguel. Foi quando resolvi vir para ocupação.”
Diferente do que pode parecer aos que a conhecem, Glória nem sempre foi engajada no movimento. Ela sempre teve curiosidade em conhecer mais sobre, mas foi a necessidade que a fez virar militante. No início, era como uma moradora como qualquer outra, cumpria as tarefas obrigatórias sem se envolver demais com as pautas. Mas, com o passar do tempo, foi se destacando e eleita coordenadora. “Eu vi que isso não é só moradia, é um projeto social. Quando eu tiver minha casa, vou continuar lutando pela moradia dos que não têm.”

O trabalho como coordenadora não é fácil, Glória diz que não possui uma rotina. Nunca sabe a hora que vai dormir, porque sempre existe alguma coisa para resolver. Mesmo em dias de menos movimento, o trabalho não para. “Eu preciso ficar controlando o pessoal, vendo quem fez a tarefa, quem não fez”. Glória nos contou que não é raro fazer o seu turno e de mais algum outro morador que não compareceu. Além disso, ela é responsável por tarefas burocráticas, como cuidar da documentação ou de consultas médicas, quando alguém precisa.
Estudou até a quinta série, mas graças a uma parceria entre o movimento e a Fiocruz, ela e outros moradores vão conseguir um diploma. Glória quer poder ler os livros da biblioteca que tanto ama e escrever o que tem vontade. Luta por si, mas pelos outros também. A mulher é admirada por muitos, como Juliane. “Enquanto a gente está dormindo, é ela que está naquele portão virando a noite cuidando da nossa segurança. Uma mulher está no portão enquanto os homens estão dormindo.”
Juliane fala de Glória com admiração e respeito. A figura e o que a coordenadora representam são o modelo de mulher que Juliane quer ser. Quando perguntei quem foi responsável por fazê-la se envolver com o movimento, ela, sem pensar duas vezes, respondeu: “Foi ela, foi a Glória. Porque ela não chegou aqui como uma militante, ela começou sem ninguém pedir nada, e foi se superando cada dia mais. Hoje, ela segura as pontas como ninguém”.
A única pessoa mais fã de Glória que Juliane, é sua filha, Júlia (para manter suas identidades preservadas, os nomes da mãe e filha foram alterados). Com 4 anos, a menina todos os dias de manhã acorda e vai direto dar bom dia à Glória. “Ela é ponto de referência da minha filha. Não é a mãe, é a Glória.” Mulher negra e militante, Glória não teve as mesmas oportunidades da mulher lusitana estudiosa a quem a ocupação foi batizada, mas pode ter certeza, que lá, Glória é Maria da Conceição Tavares.
É importante que as pessoas saibam como funciona aqui dentro
O pátio do prédio é um lugar mágico. As paredes internas vêm sendo pintadas por Pedro, que é marido de Juliane. Cada uma possui um significado. Na segunda visita que fizemos, dessa vez em um dia ensolarado, conseguimos ver a construção da pintura da Mafalda, que vestia a camiseta vermelha do MTST e simboliza a importância da educação. A imagem de referência foi retirada da biblioteca, que fica no terceiro andar. Batizada em homenagem à escritora do clássico “Quarto de Despejo”, Carolina Maria de Jesus, a biblioteca também é abastecida sob doações e possui das obras mais clássicas até literatura contemporânea em seu acervo.

Outras paredes do pátio simbolizam outros lugares do prédio, como a horta e o cinema, além de também serem pintados elementos de pautas que o movimento luta contra, como racismo e preconceito com pessoas que fazem parte da comunidade LGBTQIAP+.
No térreo, em cima de um sofá antigo e levemente rasgado, tem uma lousa, daquelas que a gente escreve em quadro branco. Lá, ficam as tarefas a serem feitas, como limpar o banheiro, as áreas comuns, a participação nas reuniões semanais e a realização da trilha. Trilha é o nome para o rodízio de pessoas que devem ficar na portaria da ocupação, em turnos de duas horas. Aos que não cumprem as tarefas, sem haver justificativa, são realizadas advertências. Em casos mais graves, o morador pode ser convidado a se retirar do prédio. João, um morador que encontramos na sala de TV nos contou de momentos complicados que passou. “Algumas pessoas eram roubadas, mas quem fez isso, já foi embora. Agora é a fase mais tranquila que nós estamos.” As demais tarefas, como cozinhar e lavar as roupas, são realizadas por grupos específicos, para manter a organização. A cozinha é bem completa. O espaço possui o necessário, fogão, geladeira, chaleira e microondas. Porém, ela não é de livre-acesso. Para manter a organização, apenas com autorização de Glória é possível entrar no ambiente, que fica chaveado ao longo do dia, quando não há produção. Gostaria de passar um café? A Glória autoriza e abre a cozinha para que a tarefa seja feita pontualmente. Quem trabalha lá é responsável pelo café da manhã e organização das marmitas, que vêm de doações das instituições solidárias.
Nos quartos, cada morador possui seu colchão, cobertor e travesseiro e pode decorar o seu espaço da maneira que preferir. A lavanderia fica bem na entrada do prédio, onde começamos a entrevista. Ela é formada por duas máquinas de lavar e dois varais de corda. Glória ressaltou que, em dias frios e de chuva, existe um cuidado maior, já que agora a energia do prédio é abastecida por placas solares.
Também no primeiro piso, em uma sala perto do quadro das tarefas, fica a brinquedoteca, que neste momento está inativa devido ao pequeno número de crianças presentes na ocupação. Não conseguimos entrar na sala, mas foi possível ver pela janela as diversas pinturas na parede e os mais diversos brinquedos e jogos. Glória contou que a grande maioria veio de doações, durante o período das inundações, mas que agora esse número diminuiu bastante, não só de brinquedos, mas de doações em geral, como alimentos e cobertores.

Em todo o prédio, é possível ver os resquícios do antigo INSS. Corredores escuros e gelados nos levam para as escadas e salas do prédio. Também dá para ver canos expostos e descascados, fios soltos, além de algumas manchas da parede. Uma espécie de condomínio foi construído em cima de pisos táteis, salas de reunião e portas corta-fogo. O edifício não é perfeito, mas se trabalha para que seja casa para os que precisam.
‘Minha batalha é para deixar meu legado para minha menina’
Juliane não nos contou muito sobre sua origem. Sabemos que ela tem uns trinta e poucos anos e é mãe de cinco crianças, mas que hoje só vive com a mais nova, Júlia. Quando foi morar na ocupação, Juliane não possuía nenhum documento de identificação. “Eu fui dada como morta pela minha família.” Do mesmo jeito que Glória, Juliane só buscava um teto para dormir. Conforme acompanhou o trabalho da coordenadora, mudou seu pensamento “Desde então, eu tenho me espelhado nela porque é o melhor exemplo que existe aqui dentro.”
Hoje, Juliane trabalha na lavanderia do prédio e sonha em ser como Glória. Casou – -se novamente, com um homem que a ama, ama o movimento e ama sua filha. Mas, mesmo que futuramente tenha seu próprio espaço, a família pretende seguir lutando por aqueles que ainda não possuem seu teto.
Desde a primeira visita estávamos curiosas para conhecer o quarto da família, que é quase um ponto turístico do prédio. Como Juliane nos contou, todos que visitam o prédio, ficam encantados com o cantinho. Paulo, o mesmo que pintou as paredes do pátio, transformou a porta do quarto em uma tela digna de ser exposta em um museu. O desenho de uma casa bem colorida com uma paisagem em tons de roxo e azul, simbolizando a noite, nos apresenta o cômodo. Dentro, além das camas e de um armário, Juliane montou uma pequena bi – blioteca. Junto dos vários bichinhos de pelúcia pequenos, atrás da porta, chama atenção um urso gigante na cor rosa bebê, que a menina ganhou da melhor amiga, que já não vive mais na ocupação. Júlia, segundo a mãe, é uma “adolescente de quatro anos”. É super vaidosa, não sai de casa sem passar batom, blush e ama tirar fotos. Juliane é completamente encantada pela filha, fez questão de nos mostrar diversos vídeos da pequena. Infelizmente, nas duas visitas que fizemos, Júlia estava na escola e não conseguimos conhecê-la, mas ouvimos tantas histórias que nos sentimos íntimas. Pendurado em cima da cama de Júlia, um cabide segura a pequena camiseta vermelha do MTST. Juliane contou que a menina está bastante engajada com o movimento e a blusa foi um presente, recebido na marcha do feminicídio, em março deste ano. “Eu disse: ‘Filha, veio um presente para ti’. Ela levantou as duas mãozinhas e começou a chorar e dizer ‘Obrigada Deus’. E imediatamente ela vestiu a camiseta dela.’”

Qual o futuro de Maria da Conceição Tavares?
Até a última atualização desta reportagem, o edifício estava na lista dos imóveis públicos que entrarão no Programa Minha Casa, Minha Vida. O arranjo concede financiamento subsidiado a famílias por meio de entidades privadas sem fins lucrativos, para a produção de unidades habitacionais urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social. Para fortalecer a dignidade dos moradores, a coordenação está com o projeto de criação de espaços para venda de artesanato, brechós, feiras solidárias, creche e cozinha. A intenção é que as famílias se desenvolvam e cresçam lá dentro. A Ocupação Maria da Conceição Tavares é, antes de tudo, um lembrete de que moradia não se resume a paredes e teto. Moradia é proteção, dignidade e respeito. Moradia é ver Paulo transformando paredes em quadros, é Juliane vivendo em segurança com sua filha, é Glória ser referência. Moradia é Ocupação Maria da Conceição Tavares. Como Fernando Capos disse enquanto refletia sobre o futuro do prédio, “quando a Conceição ganha, todo mundo ganha”.
Inspiração
Nascida em Portugal em 24 de abril de 1930, Maria da Conceição Tavares mudou-se para o Brasil com vinte anos, fugida da ditadura portuguesa de Salazar. Em terras brasileiras, estudou economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde depois foi professora emérita. Nesse tempo, chegou a lecionar para figuras importantes, como a ex-presidenta Dilma Rousseff.
Mesmo não abandonando o sotaque português, sua essência e o nome não poderiam ser mais brasileiros. Maria da Conceição foi deputada federal entre os anos de 1995 e 1999, pelo PT, e ficou conhecida como defensora do Plano Cruzado e do combate à inflação, além de ser extremamente crítica ao Plano Real. Um dos momentos mais marcantes de sua carreira aconteceu em 1995, quando chorou em frente às câmeras do programa de TV Roda Viva, em defesa do Plano Cruzado.
Crítica feroz do neoliberalismo, a economista propunha a intervenção estatal para reduzir desigualdades, combater o subdesenvolvimento e priorizar a distribuição de renda, rejeitando a ideia de que a estabilização econômica deve preceder o bem-estar social. Em um trecho de uma entrevista, Maria afirmou: “A economia que não se preocupa com justiça social é uma economia que condena os povos”.
Maria da Conceição Tavares morreu no dia 8 de maio de 2024, aos noventa e quatro anos, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. No mesmo dia, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a Ocupação Maria da Conceição Tavares nasceu, e foi batizada em sua homenagem.
1568 peças de roupas
No dia dezenove de março deste ano, o centro histórico de Porto Alegre amanheceu diferente. As primeiras pessoas que saíram da estação Mercado do trensurb foram surpreendidas quando viram centenas de peças de roupas estiradas pelos vinte e seis andares do antigo prédio do INSS. Nas redes sociais, não foram poucas as fotos virais da fachada do edifício. Em 2025, mil quinhentas e sessenta e oito mulheres foram assassinadas, somente por serem mulheres. Assim, uma Ocupação batizada como Maria da Conceição Tavares não poderia se manter calada.

Para mostrar a indignação, algumas moradoras tiveram a ideia de fazer alguma ação: “Nós íamos colocar uma faixa na avenida, e quando a sinaleira fechasse a gente ia ficar ali”, nos contou Glória. Mas elas queriam mais, queriam chamar atenção. Então, pensaram nas peças de roupa, para simbolizar cada uma das vítimas.
Para conseguir as roupas, o grupo fez um mutirão de arrecadação, depois pintaram a faixa preta do MTST, simbolizando o luto e ensacaram as peças. Os homens que participaram do ato, subiram com os sacos até o vigésimo sexto andar e o grupo foi descendo conforme estendiam.
Glória nos conta como foi fazer a ação com um sorriso no rosto e brilho no olhar “. Lá pelas dez horas da noite, a gente começou a subir e fomos até às três e meia da manhã. Às seis todo mundo já estava acordado, para botar a faixa lá em cima”
Além da coordenadora, Juliane e outras mulheres participaram da ação. A mãe de Júlia relatou a experiência logo após o resultado: “A gente foi lá na rua, para tirar foto e choramos muito. A gente conseguiu sentir o impacto, foi incrível poder fazer parte disso.”
