A direção das Seis Federações dos Trópicos de Cochabamba manifestou nesta segunda-feira (17) sua firme rejeição ao Decreto Supremo 5676, que fixou o preço do diesel em 18 bolivianos por litro para grandes consumidores. Durante uma coletiva de imprensa, os dirigentes sindicais denunciaram a medida como um duro golpe para a economia popular, que aumentará diretamente o custo da produção agrícola nacional.
Porta-vozes da organização dos agricultores alertaram que o aumento do preço dos combustíveis afetará imediatamente o custo dos alimentos básicos. O líder Vicente Choque descreveu o decreto do governo como uma política antieconômica que prejudica os trabalhadores, criticando também o fato de a resolução oficial ter sido emitida inesperadamente nas primeiras horas da manhã.
Em reunião com a imprensa, líderes comunitários expressaram profunda preocupação com o suposto plano do governo de privatizar pelo menos 15 empresas públicas, citando o caso da empresa de telecomunicações Entel. Os líderes afirmaram que o Poder Executivo não está conseguindo garantir a segurança alimentar nem lidar com a escalada dos preços que impacta as famílias diariamente.
Por sua vez, a líder Vilma Colque criticou duramente as políticas econômicas do presidente Rodrigo Paz, acusando o governo central de priorizar a privatização de ativos estratégicos. A porta-voz enfatizou que o movimento popular não permitirá reformas constitucionais que visem favorecer empresas privadas no setor de hidrocarbonetos e recursos naturais.
As Seis Federações fizeram um apelo público aos seus membros de base e a diversos setores sociais em todo o país para que mantenham a unidade organizacional em defesa do Estado Plurinacional. Os líderes afirmaram que coordenarão protestos pacíficos para exigir a revogação de regulamentações que impactam negativamente as famílias bolivianas.
A declaração aumenta a tensão política entre organizações nos trópicos bolivianos e as autoridades governamentais em meio à complexa conjuntura econômica. Até o momento, porta-vozes do governo central não emitiram declarações oficiais em resposta às acusações feitas pelo setor agrícola.
