Eleições 2026

Em sabatina, Caiado defende anistia geral para golpistas e aliança com presidentes de extrema direita da América Latina

Em entrevista ao Jornal Nacional, o ex-governador de Goiás propôs também rever a reforma tributária

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O candidato Ronaldo Caiado (PSD) em entrevista ao Jornal Nacional.
O candidato Ronaldo Caiado (PSD) em entrevista ao Jornal Nacional. | Crédito: Reprodução/TV Globo

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) vai propor uma anistia geral aos golpistas de 08 de janeiro, caso seja eleito. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta terça (25), Caiado disse ainda que fará uma aliança com os presidentes de extrema direita da América Latina.

“Encaminharei, sim, ao Congresso Nacional um projeto para que haja uma anistia geral, ampla”, disse o ex-governador, que comparou a anistia à anulação dos julgamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros condenados na Operação Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal. O presidente teve as condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por questões processuais e reconhecimento de incompetência de juízo e parcialidade.

“Ele [o brasileiro] não é de construir o ódio, ele não é de construir esse processo de revanche eterno. Isso é histórico no Brasil. Desde o Império, você tem anistia. Você depois teve momentos importantes quando Juscelino Kubitschek também sofreu realmente uma tentativa de golpe, propôs ali uma anistia e foi trabalhar. O que eu quero dizer neste momento é que nós precisamos acabar com essa polarização. Nós temos que pacificar o país”, afirmou, ao defender que os condenados por tentativa de golpe de Estado sejam perdoados.

Caiado também prometeu fazer uma aliança com os outros governos latino-americanos de extrema direita, que ele chama de centro-direita, para combater o narcotráfico, como sustentam os Estados Unidos.

“Todos os [países] limítrofes nossos, os presidentes hoje são da centro-direita. Só está precisando o Caiado ganhar a eleição para concluir. Você pega a Argentina. Hoje, o presidente da Colômbia, [Abelardo de la Espriella], que acabou de assumir, já declarou o combate aos terroristas. Então, este sentimento é um sentimento que hoje paira. O único lugar de resistência, o único nicho que tem para traficante na América do Sul é o Brasil. O Brasil é o grande aqui, guarda-chuva dele aqui. É, sem dúvida nenhuma, o resort do narcotráfico”, conclui, chamando o Brasil de “Disneylândia do narcotráfico”.

Apesar de ser citado pelos entrevistadores, Caiado evitou falar o nome do presidente Donald Trump e defendeu uma polícia unificada no Brasil para combater o tráfico de drogas, mas não explicou qual seria o papel da Polícia Federal nesse novo arranjo.

Caiado disse ainda que irá rever a reforma tributária, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023, após 30 anos de discussão.

“Não acho que seria um retrocesso. A guerra fiscal acabou em 1932. É norma constitucional. Então, o que nós precisamos discutir é, com conhecimento sobre cada tema, para que a gente possa mostrar que não é justo o cidadão que não acumula crédito, que tem conhecimento. E um profissional, ele ali amanhã, o cinegrafista, o que ele está acumulando de crédito para ele? Nada”, disse o candidato.

O ex-governador de Goiás disse ainda que enviará uma proposta de emenda à Constituição (PEC), se eleito, para promover um ajuste fiscal para limitar o crescimento das despesas do governo federal à inflação mais 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o candidato, a regra seria apresentada ao Congresso por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) no primeiro dia de um eventual governo.

Editado por: Geisa Marques

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