“Fidel e Cuba Socialista: Queimar os céus”, documentário produzido pelo Brasil de Fato em colaboração com a Brigada do MST, terá sua estreia nesta quinta-feira (27), em Havana. O filme será exibido no Centro Fidel Castro Ruz, com a presença de pessoas entrevistadas durante sua realização.
Lançado no ano do centenário do nascimento de Fidel Castro, o documentário parte de seu pensamento e de sua obra para refletir sobre os desafios enfrentados atualmente por Cuba em torno da soberania popular, da autodeterminação nacional e da luta pelo socialismo.
Por meio de depoimentos de pessoas de diferentes gerações, com experiências profissionais e trajetórias de militância diversas, o filme aborda o lugar que as ideias do líder revolucionário ocupam hoje em uma sociedade marcada pela guerra econômica dos Estados Unidos e pela resistência popular.
Em homenagem a Fidel, figura que, contra todas as adversidades, transformou a história de Cuba, de Nossa América e do mundo, o documentário também busca compreender como seu legado permanece presente na sociedade cubana.
“O povo cubano acredita que suas ideias continuam contribuindo para encontrar formas de superar e resistir às dificuldades, ao bloqueio e para enfrentar este momento de guerra”, afirma ao Brasil de Fato Nívia Regina, coordenadora da Brigada do MST em Cuba.
A realização do documentário, assinala Nívia, também é uma forma de celebrar o legado de Fidel e expressar o carinho, o respeito e a admiração que o povo cubano mantém por ele.
O filme reúne dezenas de entrevistas realizadas depois que o governo dos Estados Unidos impôs uma política de asfixia energética à ilha. Por meio de seus depoimentos, diferentes vozes reconstroem lembranças, experiências e reflexões sobre Fidel.
A estreia acontecerá no Centro Fidel Castro Ruz, instituição sociocultural dedicada a preservar, estudar e divulgar o pensamento, a vida e o legado do líder da Revolução Cubana.
Rodrigo Chagas, um dos realizadores do documentário, explica que um dos objetivos do filme foi expressar o “brilho no olhar” do povo cubano que “surge e se fortalece quando se fala de Fidel”.
O documentário busca compreender como, apesar das difíceis condições materiais de vida e dos impactos do recrudescimento do bloqueio dos Estados Unidos, falar de Fidel continua sendo, segundo Chagas, uma fonte de inspiração e esperança para aqueles que sonham e lutam por um mundo melhor.
“É uma alegria muito grande saber que o documentário será exibido em Cuba e que muitos desses cubanos e cubanas que entrevistamos poderão se ver. Espero que, assim como para nós foi uma renovação do espírito revolucionário observar o carinho e o cuidado com que os cubanos falam de Fidel, nós também possamos transmitir um pouco dessa emoção que sentimos ao realizar este documentário”, afirma.
