Delcy e Trump

Venezuela confirma acordo petroleiro com EUA que envolve reservas de 65 bilhões de barris

Caracas fala em investimento bilionário e arrecadação de mais de US$200 bi; para analista, EUA se afogaram com sanções

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A presidenta em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, em pronunciamento à nação, na segunda-feira, 24 de agosto.
A presidenta em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, em pronunciamento à nação | Crédito: Prensa Presidencial VE

Os governos da Venezuela e dos Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (28) um acordo no âmbito energético que foi considerado “histórico” por ambos os países.

Sem dar detalhes, o presidente Donald Trump e a presidenta interina Delcy Rodríguez informaram que o acordo devem envolver reservas de mais de 65 bilhões de barris de petróleo.

Em nota, Rodríguez ainda afirmou que o pacto “contempla o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, […] um investimento de mais de 100 bilhões de dólares e mais de 209 bilhões de dólares em tributos para o Estado”.

“[O acordo] terá um impacto significativo no renascimento da nossa nação”, disse a mandatária venezuelana.

Já Trump disse que o acordo teve participação de “setores privados” e que deve colocar “sob controle majoritário dos EUA” as reservas mencionadas.

“Essa transação histórica mais que dobra as reservas americanas de petróleo, aumenta significativamente nosso fornecimento e vai diminuir substancialmente os preços da gasolina para os americanos no futuro”, disse.

Não foi anunciado, no entanto, quais empresas estadunidenses fariam parte da exploração, nem sob qual regime os acordos poderiam operar.

Para o analista venezuelano Miguel Jaimes, um elemento que pode explicar o acordo é a tentativa de Trump de buscar estabilidade para as operações das petroleiras privadas.

“Trump está assegurando às transnacionais a segurança jurídica e política”, afirma. “O problema, agora, está em algo que venho advertindo há anos, que é: a burocracia das sanções ia afogar os EUA”.

Para Jaimes, os EUA precisam da produção venezuelana para regular seu mercado. O que explicaria as tentativas de acordo.

“Ontem anunciaram um aumento de mais 30 mil barris. Agora estamos em 1.230.000. E a produção tem sido mantida nesse nível elevado há 240 dias. Ultrapassamos a marca de um milhão e agora estamos em 1.230.000. Bem, eles são obrigados a permanecer nesse patamar. E, em diversos meios, reconhece-se amplamente que a solução é, de fato, a Venezuela”, afirma.

Editado por: Lucas Estanislau

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