Agosto é o Mês da Visibilidade Lésbica, marcado pelo Dia do Orgulho Lésbico, no dia 19, e pelo Dia da Visibilidade Lésbica, no dia 29. Além de celebrar o amor entre as mulheres, as datas também chamam a atenção para a necessidade de combater a lesbofobia e colocam em evidência as lutas por direitos.
Para celebrar as datas, o Brasil de Fato MG traz dicas de filmes que retratam as mulheres lésbicas e suas vivências com complexidade e diversidade.
História de Lutas
No dia 19 de agosto de 1983, em plena ditadura militar, mulheres lésbicas protestavam em São Paulo contra o silenciamento e o preconceito. O caso ficou conhecido como “Levante do Ferrou’s Bar” e teve como estopim a proibição da venda do boletim ChanacomChana por parte da direção do estabelecimento. A publicação, produzida pelo Grupo de Ação Lésbica Feminista (Galf), foi o primeiro períódico voltado para o público lésbico no Brasil e teve 13 edições entre os anos de 1981 e 1987. A data foi escolhida para marcar o Dia do Orgulho Lésbico como forma de recuperar a memória da organização e luta das mulheres lésbicas.
Já o dia 29 de agosto, dia da Visibilidade Lésbica, é celebrado desde 1996, e surgiu durante o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), que teve como tema “saúde, visibilidade e organização”.

Visibilidade no cinema
A arte e a cultura são fundamentais para a construção de representações que superem o apagamento histórico e as visões estereotipadas sobre as mulheres lésbicas. O Brasil de Fato MG fez uma seleção de filmes que retratam as vivências complexas e diversas das mulheres que amam mulheres. Veja:
Ferrou’s Bar, Brasil, 2023: A partir de relatos das frequentadoras do Ferrou’s bar, o documentário rememora o levante das mulheres lésbicas e celebra seu legado de organização e luta. Dirigido por Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra, Rita Quadros.

Amor maldito, Brasil, 1984: O primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher negra no Brasil, a mineira Adélia Sampaio, conta a história do romance entre a empresária Fernanda e a ex-miss Sueli. Amor Maldito é uma das primeiras obras a tratar diretamente da lesbofobia na América Latina.
As Boas Maneiras, Brasil, 2017: dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra, o filme não tem como trama principal a relação lésbica, que é tratada com naturalidade enquanto o enredo, que mistura horror e fantasia, acontece. Ana está grávida e vive sozinha. Ela contrata Clara para ser babá de seu futuro filho. Conforme o tempo passa, as duas se tornam confidentes e coisas estranhas acontecem.
Liz em Setembro, Venezuela, 2014: Liz tem uma doença terminal, mas esconde de suas amigas. Quando elas conhecem Eva, Liz é desafiada a seduzi-la. O filme, dirigido por Fina Torres, fala sobre amor e perda.
Retrato de Uma Jovem em Chamas, 2019: Marianne precisa pintar um retrato de Héloïse, que será enviado para seu futuro marido, mas precisa fazer sem que ela saiba que será retratada. Ao se aproximar de Héloïse para captar seus traços, elas se tornam muito próximas. Dirigido por Céline Sciamma.
