Vaga aberta

Bruno Dantas renuncia ao TCU e abre vaga para indicação do Senado

Ministro deixará Corte em 9 de setembro; saída movimenta articulações pelo nome de Rodrigo Pacheco para o posto

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O ministro Bruno Dantas formalizou nesta segunda-feira (31) sua renúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU). Aos 48 anos, ele deixa antecipadamente um cargo que poderia ocupar até os 75, idade da aposentadoria compulsória. A saída está prevista para 9 de setembro.

Dantas comunicou a decisão em ofício encaminhado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo. No documento, afirmou que a renúncia tem “caráter irretratável”. Em nota divulgada nesta segunda, disse que a decisão é “pessoal e voluntária, amadurecida ao longo dos últimos meses” e que pretende se dedicar a novos projetos.

“Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir”, afirmou.

Dantas disse ainda que, depois de presidir o tribunal, considerou que era o momento de buscar “novos desafios”. Entre os planos citados pelo ministro estão projetos em áreas estratégicas, a continuidade da atuação acadêmica e a participação no debate público.

“Sou, por temperamento, intelectualmente inquieto — sempre fui. E encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público — agora a partir de outro ponto de observação”, disse.

Saída abre disputa por vaga

A renúncia abre uma vaga cuja indicação cabe ao Senado Federal. A movimentação coloca o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente da Casa, entre os favoritos para suceder Dantas, embora a indicação ainda não esteja definida.

Segundo o portal g1, interlocutores do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmam que ele aguardava a formalização da saída de Dantas para articular a indicação de Pacheco ao TCU.

A possível escolha também recupera uma articulação anterior de Alcolumbre em favor do senador mineiro. O presidente do Senado defendeu Pacheco para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, indicou o então advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitado pelo Senado.

A derrota de Messias provocou um rompimento entre Lula e Alcolumbre, já que o presidente avaliou que o senador trabalhou contra seu indicado. Os dois retomaram o diálogo em agosto, em meio às negociações sobre pautas de interesse do governo no Congresso.

Pacheco, por sua vez, desistiu de disputar cargos eletivos neste ano. Ele chegou a ser cotado por Lula para concorrer ao governo de Minas Gerais, mas recusou a candidatura.

Editado por: Geisa Marques

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