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Congresso retoma atividades após recesso, mas segue sem previsão de votações na Câmara e no Senado

Plenários terão apenas duas semanas de votações entre agosto e setembro; parlamentares estão atuando em campanhas

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Fachada do Congresso Nacional, em Brasília (DF)
Fachada do Congresso Nacional, em Brasília (DF) | Crédito: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Congresso Nacional retoma oficialmente os trabalhos nesta segunda-feira (3), após duas semanas de recesso parlamentar. A volta das atividades, no entanto, ocorre sem expectativa de votações no plenário da Câmara dos Deputados ou do Senado.

Com o calendário eleitoral em andamento, as mesas diretoras das duas Casas optaram por restringir as sessões deliberativas a dois períodos de esforço concentrado entre agosto e setembro. Pelo cronograma definido pelos presidentes, as votações presenciais devem ocorrer apenas entre os dias 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.

A medida busca liberar os parlamentares para intensificarem a atuação em seus estados durante a campanha eleitoral e acompanharem a etapa final das convenções partidárias.

Mesmo com o plenário esvaziado, a agenda legislativa desta semana prevê reuniões de comissões permanentes em Brasília (DF). No Senado, a Comissão de Relações Exteriores promove uma audiência pública para discutir o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Já a Comissão de Direitos Humanos debate iniciativas relacionadas à campanha de incentivo ao aleitamento materno.

Enquanto isso, o governo federal tenta destravar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1. O texto ainda depende de despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para começar a ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Outra pendência no Legislativo é a análise de 87 vetos presidenciais, que impedem o avanço das sessões conjuntas do Congresso. Entre os dispositivos ainda aguardando deliberação estão trechos vetados da regulamentação da reforma tributária e de projetos voltados à área da segurança pública.

Editado por: Rafaella Coury

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