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Indústria

Dieese aponta adaptação de fábricas na luta contra o coronavírus

Em nota Departamento elenca medidas como pontapé para reindustrialização

20.maio.2020 às 11h21
Sul 21 Porto Alegre
Luciano Velleda

Universidades públicas têm desenvolvidos projetos de respiradores mais baratos que, depois, precisam entrar em produção de escala. - Governo do Maranhão

As primeiras semanas da crise causada pelo novo coronavírus no Brasil escancaram a dificuldade que o país teria para enfrentar o momento, com falta de itens básicos de proteção para os trabalhadores da saúde. Logo veio à tona que não haveria máscaras e aventais, os chamados equipamentos de proteção individual (EPI), em quantidade suficiente para quem atua na linha de frente do enfrentamento da pandemia. Produzidos prioritariamente na China, a alta demanda de outros países pelos materiais levaria à falta e à dificuldade de garantir a compra desses equipamentos. 

A situação revelou não só a carência, como evidenciou alguns dos problemas da indústria brasileira. Em meio ao grave momento de saúde pública, o país se viu dependente de fábricas instaladas no outro lado do mundo para obter itens tão básicos. Foi com esse pano de fundo que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou, na última semana, a nota técnica intitulada “Reconversão industrial em tempos de Covid-19: o papel dos governos para salvar vidas”.

No documento, o Dieese faz uma longa explanação sobre a situação da indústria brasileira e propõe a reconversão, ou seja, a adaptação de plantas industriais para fabricar agora os materiais prioritários no enfrentamento da pandemia que assola o mundo.

“É uma medida importante para gerar capacidade no sistema produtivo, elaborar e produzir os equipamentos de proteção individual, como máscaras e aventais, e os respiradores, necessários nas UTIs”, explica Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese. “Boa parte desses equipamentos são importados ou têm produção restrita, e muitos países passaram a fazer mudança na sua base industrial para produzir os elementos vitais ao combate à crise sanitária.” 

A nota técnica do Dieese enfatiza que o processo de reconversão industrial consiste na rápida transformação de plantas industriais com relativa flexibilidade produtiva e que estejam operando com baixa utilização da capacidade instalada, transformando-as em unidades produtivas adaptadas emergencialmente para a produção de bens ou equipamentos de primeira necessidade temporariamente escassos. “Assim, e considerando o momento atual, parte da indústria brasileira pode e deve ser rapidamente adaptada, visando produzir produtos, insumos, componentes, materiais de reposição, bens consumíveis e equipamentos médico-hospitalares destinados a salvar milhares de vida”, diz trecho do documento.

O exemplo mais usual é a fabricação de máscaras e aventais pela indústria de tecidos. Há outros, como a fabricação de respiradores pela empresa Magnamed, com apoio de um grupo de empresas lideradas por Positivo Tecnologia, Suzano, Klabin, Flex e Embraer, apoiadas pela Fiat Chrysler Automóveis, White Martins e Veg. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro de 2019, o Brasil contava com 62 mil respiradores, somadas a rede hospitalar pública e privada. “É uma medida para gerar capacidade de atendimento na área da saúde e de produção dos equipamentos necessários”, destaca Ganz Lúcio.

Na avaliação do diretor do Dieese, alguns governos estaduais têm tomado a iniciativa de procurar o setor empresarial para promover essa reconversão industrial, atitude que tem faltado ao governo federal. “O Brasil carece de uma organização nacional, é uma ausência dramática, porque isso poderia ser favorecido se nós tivéssemos, no governo federal, iniciativas coordenando esse apoio, como os bancos de fomento apoiando micro e pequenas empresas.”

Nos últimos dois meses, diversos projetos de respiradores foram desenvolvidos e estão sendo aperfeiçoados por universidades brasileiras, com qualidade e redução de custos de um produto que custa, em média, R$ 50 mil. “Além da economia, além da velocidade, também estimularia os nossos pesquisadores e a produção nacional”, afirma Clemente Ganz Lúcio.

Reindustrialização

A reconversão industrial para auxiliar na emergência sanitária seria uma medida de curto prazo, uma resposta direta para enfrentar o problema. O diretor do Dieese, todavia, propõe ir além e defende que tal orientação possa abrir a perspectiva, a médio e longo prazo, de reindustrialização do país.

“Neste caso, saímos da reconversão, que é uma coisa muito direta com relação à demanda, para uma abordagem mais ampla, que é pensar na reindustrialização, a reorganização do sistema produtivo visando o desenvolvimento industrial, restabelecendo elos e cadeias produtivas que foram desmontadas ou transferidas para o exterior. Poderíamos ter, nesse tipo de iniciativa, a retomada de um debate visando recolocar a reindustrialização do país como componente de um projeto de desenvolvimento nacional”, afirma Clemente Ganz Lúcio.

Informações do Ministério da Economia apontam que a indústria farmacêutica no Brasil empregou, em 2018, cerca de 102 mil trabalhadores diretos em 771 estabelecimentos. Por sua vez, a indústria de fabricação de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico, no mesmo ano, empregou 39 mil trabalhadores diretos.

Para Ganz Lúcio, as “travas” da possibilidade de reindustrialização estão postas a partir da concepção neoliberal adotada nos últimos anos, com a premissa de que não cabe ao Estado a iniciativa de tal estratégia, e sim apenas ao mercado.

“O Estado brasileiro festejou a venda da Embraer. A Alemanha bloqueou a venda de suas empresas nacionais. Portanto, duas economias capitalistas com visões radicalmente distintas do que seria a presença do Estado nacional coordenando ou articulando projetos e estratégias de desenvolvimento industrial”, exemplifica.

Ainda que a adoção do modelo neoliberal de desenvolvimento seja prevalecente nos últimos anos, o diretor-técnico do Dieese avalia que, de modo mais amplo, nas últimas décadas o Brasil adotou políticas que não “animaram” o fortalecimento da base industrial do país. 

“Transferimos parte da nossa estrutura industrial, perdemos competitividade, deixamos de fazer investimento tecnológico, deixamos de investir em pesquisa e inovação, enfim, deixamos de ter política industrial e a política macroeconômica, ao longo de quase três décadas, colocou a nossa base industrial em desvantagem competitiva”, analisa o diretor-técnico do Dieese.

O documento do Dieese destaca que a adaptação de plantas fabris para a produção de itens específicos, quando bem implementada, “pode não só reduzir os gargalos em segmentos mais sensíveis, como contribuir para a manutenção de empregos e para mitigar a queda abrupta da atividade econômica, mantendo a demanda efetiva, tanto no presente, quanto em futuro próximo”. A taxa de desemprego, que já era alta no Brasil antes do coronavírus, tudo indica que será bem maior quando a pandemia passar.

Editado por: Sul 21
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