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FUTEBOL

Artigo | Cruzeiro entre os 3 mais odiados: a crítica e autocrítica das pedras na Geni

"A característica conciliadora do mineiro está dando lugar ao papel de trouxa. "

11.set.2020 às 15h57
Belo Horizonte
Gladstone Leonel Jr
mineirão cruzeiro

"Dentro do próprio Cruzeiro destruíam o Cruzeiro e se lixavam para o torcedor, que parcela suas contas para pagar algum plano de sócio-torcedor para ajudar o clube." - Créditos da foto: Bruno Senna

Recentemente, circulou uma notícia nas redes sociais de que o Cruzeiro estava entre os três clubes mais odiados do Brasil, atrás apenas de Flamengo e Fluminense. Não me cabe aqui avaliar os clubes anteriores, apesar de imaginar as razões, mas buscar entender o lugar do Cruzeiro. Não bastasse a terra arrasada em que se encontra, diria que esse é mais um dos fardos que teremos que encarar.

A forma mais simples de fuga dessa questão é a afirmação que o/a cruzeirense faz:

– “Isso aí é inveja. Somos o único clube fora do eixo a ganhar títulos nacionais nos últimos anos. Estamos entre as 5 maiores torcidas do Brasil e, além de tudo, o rival é monotítulo”.  

Pode existir algum ranço de inveja e tudo isso pode ser verdade, mas ela é insuficiente para avaliarmos a nossa derrocada moral. Da mesma forma que o argumento dos que nos  criticam é insuficiente para demonstrar a complexidade do nosso buraco, quando chamam o cruzeirense de arrogante. 

Essa postura não é distinta do flamenguista gritando no balcão de um buteco da Tijuca sobre o seu “Miiiengão”; do atleticano com seu característico sapatênis no happyhour da Savassi; ou do colorado afirmando que “campeão de tudo”, só no Rio Grande, Tchê. A arrogância também é um aspecto moral que sempre está nos olhos do outro que aponta. O problema do Cruzeiro é mais profundo.

O curioso é que, se for possível fazer uma metáfora, a imagem que se tinha do Cruzeiro sempre foi a do “primo legal do interior”, pacato, boa praça, que recebe bem e faz bons espetáculos, assumindo, às vezes, um protagonismo que não lhe era devido, mas, sim, aos primos do Rio de Janeiro ou de São Paulo.

No entanto, a família do primo do interior, bem organizada, acolhedora, rendeu bons frutos e teve destaque. Esse destaque atraiu gente de fora para dentro da família e o que foi um lar saudável tornou-se um ambiente tóxico que vive de aparência.  

Agora, o adversário não era o primo de São Paulo ou do Rio, tornou-se o nosso padrasto, que moralmente arrotava disciplina e nos iludia no ambiente doméstico, mas na rua gastava a economia da casa bebendo champanhe e, por vezes, comprando fiado. Quem se ferrou com isso tudo? Foi a família, que foi complacente, apesar de sofrer com a rigidez do padrasto que usufruía da casa, e agora passava a sofrer com o resto da cidade que apontava para eles como caloteiros e maus exemplos da falida tradicional família mineira.

Temos que reequilibrar nosso narcisismo e entender que uma instituição não ficaria impune depois de passar tantos anos tendo como figuras públicas pessoas como Zezé Perrella e Aécio Neves. O que tem de pior na política e na sociedade, seja decorrente da hipocrisia moral ou das relações políticas estabelecidas, associada ao imaginário popular com o helicóptero do tráfico de drogas, ou símbolos do “bon vivant”, fruto de relações políticas espúrias.  

A cara do Cruzeiro para o Brasil, infelizmente, ainda é a dessa elite ou do local em que um grupo de ricos se instalou na direção, parasitou o clube e destruiu financeira e simbolicamente a instituição. Ambiente em que os empresários faziam o que queriam, inclusive contratos abusivos que deveriam ser considerados nulos, com a conivência do Conselho Fiscal, da direção e desse monte de homens brancos endinheirados que comandam um clube de massa.

Dentro do próprio Cruzeiro destruíam o Cruzeiro e se lixavam para o torcedor, que parcela suas contas para pagar algum plano de sócio-torcedor para ajudar o clube.A gestão de Wagner Pires, Itair Machado e Sergio Nonato foi só a cereja do bolo da caricatura que fizeram do Cruzeiro para o Brasil.  

Nosso problema não é o outro (torcedor), está dentro da nossa casa. Casa essa que não lembrava em nada aquela organizada por Felício Brandi ou a casa onde moraram os jogadores-operários que ajudaram a construir o estádio do Barro Preto, tanto como jogadores quanto como pedreiros, caso de Geraldo II.

O atual presidente aparenta ser uma pessoa séria, apesar de ter ligações profundas com as últimas diretorias (caso contrário, não seria eleito) e tem uma chance de ouro: pressionar o Conselho e seu presidente eleito em razão de liminar da Justiça, Paulo Pedrosa, a entregarem um estatuto profundamente democrático e garantidor de direito ao voto do sócio-torcedor esse ano.

A época do bom-mocismo acabou, pois passou da hora de expulsar o padrasto de casa. A vida da família já está uma merda, as contas em atraso e a cidade inteira continua a atirar pedra na Geni contemporânea. 

A característica conciliadora do mineiro está dando lugar ao papel de trouxa. Quando uma diretoria destrói um clube, se enriquece com isso e insiste em não resolver o problema, só a luta de classes resolve. O Cruzeiro não será mais um clube de ricos e, se não forem dadas condições para o maior patrimônio do clube, o povo mineiro, contribuir na gestão, os danos à imagem continuarão sendo a realidade. Ou a diretoria se atenta à democratização imediata ou, em algum momento, e não parece que irá demorar, a mudança virá na marra, pois humilhação não é meio de vida de ninguém.

Mais do que resultados, é momento de resgatar a história e a imagem do Cruzeiro para nós mesmos. Embora ofuscada perto do seu centenário, essa imagem há de resplandecer.  

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Editado por: Elis Almeida
Tags: futebol
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