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Preconceito

Capitão da PRE defende bater em indígena até “deixar o lombo mais mole que a barriga”

Frase foi dita em grupo de jornalistas e policiais do Paraná; “Senta o dedo PRF”, respondeu policial civil

03.dez.2020 às 09h36
Francisco Beltrão (PR)
Isadora Stentzler

Prints de mensagens de grupo entre policiais e jornalistas - Reprodução

O policial militar José Batista dos Santos, capitão da 6ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) do Estado do Paraná, defendeu em um grupo de troca de informações entre jornalistas e policiais que agentes deveriam bater em indígenas até “deixar o lombo mais mole que a barriga”. A mensagem foi enviada após conflitos entre indígenas da Terra Indígena (TI) Rio das Cobras, de Nova Laranjeiras, e Polícia Rodoviária Federal (PRF) serem registrados e recebeu apoio de policial civil de Pato Branco. A conversa obtida pela reportagem aconteceu no dia 16 de novembro, em um grupo chamado Diário da Informação.

Desde o dia 11, uma série de conflitos foi registrada na BR 277, que margeia a TI Rio das Cobras, após a prisão de quatro indígenas Kaingang envolvidos no saque a um caminhão baú, carregado de pneus, mesmo dia em que imagens mostrando indígenas pisoteando o corpo de um homem morto em um acidente de trânsito foram divulgadas.

Cinco dias depois, os indígenas presos foram transferidos e um ato contra o edital 47/2020 do governo do Estado estava previsto para acontecer na rodovia. Segundo a comunidade, um indígena foi atropelado pela PRF e, por não receber ajuda, uma viatura foi retida, o que aumentou a repressão. Na conversa no grupo, uma nota sobre a transferência desses quatro indígenas presos foi compartilhada, seguida de imagens dos conflitos. Uma pessoa disse que “alguém tem que fazer alguma coisa” e que “essa gente”, referindo-se aos indígenas, “vai acabar matando mais inocentes na rodovia”. Depois, imagens dos conflitos foram compartilhadas.


Reprodução

“Esses ‘seres’ não respeitam nada nem ninguém. Senta o dedo PRF. Fazer essas ‘coisas’ aprenderem na marra a respeitar a lei e os outros”, escreveu o investigador de Polícia Civil Juliano Riboli, do Núcleo de Operações com Cães (NOC), de Pato Branco, sendo respondido pelo capitão Batista. “Tinha que descer PM, PF, PRF, e EB com os grupos de CDC e deixar o lombo mais mole que a barriga”, escreveu o capitão.

Juliano concorda: “Ótima colocação capitão. Colocar esses em seus devidos lugares. Bando de …. Eu fico muito irritado com essa fanfarra que eles fazem”.


Reprodução

Na sequência, outras pessoas endossam o discurso de ódio, dizendo que são “um povo q [sic] não se aproveita nada”. “Passa o dia bebendo e fazendo farra. Não dá lucro nenhum para a união”, escreveu um. “Esses índios aí sai [sic] um bando de folgados amparados pela velha política, não trabalham não fazem nada só enchem o rabo de cachaça pois não precisam trabalhar, vivem melhor que nós”, disse outro.


Reprodução

Um terceiro enfatiza: “Será que não daria para nós cidadão de bem i junto dar uns tapas também”. E ironiza: “nessa hora duvido que não alguém dos direitos humanos defendendo”. (As frases foram copiadas na íntegra, sem edição dos erros)


Reprodução

Comunidade teme

As conversas se somam a uma série de conflitos na TI Rio das Cobras. Para a comunidade, porém, manifestações são racistas e endossam a repressão local, que tem gerado uma onda de insegurança em um território demarcado para os indígenas ainda no início do século 20, mas que é violado.

“Desde os fatos ocorridos na comunidade Indígena, vivemos apreensivos. Eles [PRF] continuam adentrando a terra Indígena pela PR Estadual, com várias viaturas. Ficam no trevo das duas BRs, com as viaturas de prontidão”, apontou Neoli Kafy Rygue Olibio, indígena Kaingang da comunidade.

“Fizemos várias reuniões, levamos ao conhecimento das famílias as ameaças, os comentários racistas e até alguns incitando a violência e o uso da força contra a comunidade indígena. Tivemos que alertar o pessoal para ficar atento. A orientação do cacique é para cada um cuidar a sua vida. Mas o grande medo do pessoal é que eles ficam adentrado, rondando a aldeia, e que possa aí começar algum outro atrito e conflito”, complementou.

Neoli também disse que, à noite, policiais têm mirado lanternas em direção às casas da comunidade, em intimidação. Os indígenas elaboram um dossiê com todas as acusações para uma denúncia de racismo contra PRF e imprensa.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública e, até o fechamento da edição, não teve resposta.

Segundo o Portal da Transparência, o capitão Batista atua na corporação desde 1997 e hoje está à frente da 6ª Companhia de Polícia Rodoviária, localizada em Pato Branco. Juliano atua na Polícia Civil desde 2014.

Editado por: Lia Bianchini
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