Mostrar Menu
Brasil de Fato
ENGLISH
Ouça a Rádio BdF
  • Apoie
  • TV BdF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • I
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Opinião
  • DOC BDF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Mostrar Menu
Brasil de Fato
  • Apoie
  • TV BDF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
Mostrar Menu
Ouça a Rádio BdF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Brasil de Fato
Início Internacional

Assista ao vídeo

De volta para o passado: EUA banem aborto legal e colocam mulheres em risco

Suprema Corte revoga direito e coloca país na direção de uma crise de saúde pública

29.jun.2022 às 18h02
Los Angeles (EUA)
Eloá Orazem

Protesto pelo direito ao aborto na frente da Suprema Corte dos EUA - Kevin Dietsch / Getty Images via AFP

Não é uma questão de crença ou posição política, mas de saúde pública. Embora muita gente tente enquadrar o aborto em linhas morais e/ou religiosas, o procedimento diz respeito exclusivamente à segurança da mulher – e, nos Estados Unidos, elas estão mais vulneráveis agora que a Suprema Corte decidiu que não é direito delas interromper a gravidez.

"Estamos à beira do que pode ser a maior crise de saúde pública que vimos em décadas. A realidade é que o aborto é parte integrante dos cuidados de saúde reprodutiva, e muitas vezes é necessário para preservar a saúde ou a vida de uma pessoa. E esta decisão (da Suprema Corte) coloca a vida e a saúde das pessoas em risco", afirma, ao Brasil de Fato, a advogada Julie Rikelman, que assume a parte jurídica do Centro de Direitos Reprodutivos. 

A revogação do entendimento Roe vs Wade, que garantia às mulheres o acesso ao aborto, já era esperada. Meses atrás, um documento interno da Suprema Corte foi vazado; nele continha um rascunho da reversão da norma.

Mas mesmo antes de o arquivo confidencial ter sido feito público, esse movimento já era previsto por ativistas. Alguns estados, como o Texas, passaram a alterar a legislação estadual, para dificultar cada vez mais a interrupção na gravidez. O governador texano Greg Abbott, por exemplo, instituiu a "lei do batimento cardíaco", que proíbe qualquer procedimento abortivo assim que um sinal de movimento cardiovascular é identificado no feto – o que acontece em poucas semanas de gravidez.

Quando essa notícia foi dada, muitos especialistas se apressaram a dizer que essas medidas provocariam um verdadeiro fluxo migratório, com mulheres viajando à estados como a Califórnia, onde o governador prometeu fazer do aborto um procedimento acessível a todas.

"Defendemos que todas as pessoas tenham a liberdade de viajar para onde quer que seja para conseguir o atendimento médico que precisam, mas acho importante que todos saibam que haverá muitas tentativas de bloquear essas viagens", acrescenta Rikelman. 

Esse "retrocesso" na história estadunidense, como muitos estão chamando, é parte de um movimento político catalisado por Donald Trump. "Há décadas existe uma campanha para mudar a direção da Suprema Corte, levando-a para a extrema direita, mas Trump acelerou o processo", explica Nancy Northup, presidente do Centro de Direitos Reproduzidos.

De fato, o republicano, ex-chefe da Casa Branca, teve a chance de indicar um terço dos juízes da atual composição da mais alta instância do Judiciário no país, composta por 9 membros. Com isso, Neil Gorsuch, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett ganharam uma vaga no Supremo – todos, aliás, votaram pela derrubada da lei.

Segundo Northup, a maior preocupação agora é entender como proteger as minorias, sobretudo as mulheres, que são mais frequentemente vítimas das desigualdades sociais. "Sabemos que metade das pessoas que procuram o aborto vive na pobreza. E a decisão de hoje recairá mais sobre elas e outros que já enfrentam barreiras econômicas e sistêmicas à assistência médica, incluindo comunidades de cor, jovens, comunidades LGBTQIA+, imigrantes e pessoas em áreas rurais".

Para piorar o cenário, o juiz Clarence Thomas disse, após a decisão de reverter Roe vs Wade, que a Suprema Corte pode revisitar outros entendimentos. Entre eles estão a regra que garante o acesso ao contraceptivo feminino e até o casamento homoafetivo.

Disposto a ir à luta, o Centro de Direitos Reproduzidos promete levar suas queixas às instâncias jurídicas, mas a organização não divulga a sua estratégia. A qualquer hora, porém, o grupo deve agir. 

Enquanto não colocam em prática as suas palavras, o Centro de Direitos Reprodutivos lamenta o rumo do país e diz ser "vergonhoso" os EUA estarem criminalizando a interrupção voluntária da gravidez. "Mais de 60 países legalizaram as leis de aborto nos últimos 30 anos, desde que o tribunal julgou Planned Parenthood versus Casey", destaca Rikelman.

Para o advogado da Stanford, David Walbert, porém, nem tudo está perdido. À reportagem, ele disse: "Isso o que vivemos agora não vai viver para sempre. O progresso não pode ser parável".

Editado por: Thales Schmidt
Tags: abortodonald trumpestados unidos
loader
BdF Newsletter
Escolha as listas que deseja assinar*
BdF Editorial: Resumo semanal de notícias com viés editorial.
Ponto: Análises do Instituto Front, toda sexta.
WHIB: Notícias do Brasil em inglês, com visão popular.
Li e concordo com os termos de uso e política de privacidade.

Veja mais

aliados?

Eduardo Bolsonaro diz que quer se candidatar à Presidência e dispara contra Tarcísio

Teatro no Sesc

Grupo Mexa estreia peça-jantar A Última Ceia, uma leitura da famosa pintura de Da Vinci

Combate ao fumo

“Novos produtos, velhos problemas”: especialista alerta para riscos do cigarro e do vape

Reincidente

JBS é multada pela terceira vez na Operação Carne Fria por comprar gado de áreas desmatadas na Amazônia

de volta para casa

Suplicy tem alta após colocação de marcapasso em hospital no RJ

  • Quem Somos
  • Publicidade
  • Contato
  • Newsletters
  • Política de Privacidade
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Socioambiental
  • Opinião
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Apoie
  • TV BDF
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • Rádio Brasil De Fato
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Política
    • Eleições
  • Internacional
  • Direitos
    • Direitos Humanos
  • Bem Viver
    • Agroecologia
    • Cultura
  • Opinião
  • DOC BDF
  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Editorial
  • Educação
  • Entrevistas
  • Especial
  • Esportes
  • Geral
  • Saúde
  • Segurança Pública
  • Socioambiental
  • Transporte
  • Correspondentes
    • Sahel
    • EUA
    • Venezuela
  • English
    • Brazil
    • BRICS
    • Climate
    • Culture
    • Interviews
    • Opinion
    • Politics
    • Struggles

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.