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15 DE OUTUBRO

Mesmo com desvalorização da carreira, professoras mineiras têm esperança de um futuro melhor

Trabalhadoras acreditam que, ao compartilhar conhecimento, a profissão ajuda a mudar o mundo

11.out.2023 às 16h08
Belo Horizonte (MG)
Ana Carolina Vasconcelos

Dados do Censo Escolar de 2021, realizado pelo IBGE, indicam que, em MG, existem, aproximadamente, 53 mil professores de ensino infantil, 138 mil de ensino fundamental e 30 mil do ensino médio. - Foto: Agência Brasil

Nascida no município de Medina, na região do Vale do Jequitinhonha, Sônia Mascarenhas, de 64 anos, é professora aposentada da rede pública de Minas Gerais. Já Alessandra Pinheiro Silva, de Belo Horizonte, que acabou de completar 23 anos de idade, há apenas cinco meses começou a ministrar aulas de biologia para estudantes dos anos finais do ensino fundamental da capital mineira.

Com a chegada do Dia do Professor e da Professora, que é comemorado em 15 de outubro, as duas mulheres refletem sobre a trajetória que as fizeram escolher as salas de aulas como seu local de trabalho.

O intervalo entre o nascimento de uma e outra é de quase 40 anos, e as cidades de onde elas vêm possuem características econômicas, sociais e culturais muito diferentes. Ainda assim, elas atribuem ao mesmo sentimento o motivo pelo qual são professoras: a vontade de ajudar a mudar o mundo.

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Sônia conta que, durante sua juventude, na região onde morava, eram poucas as opções de trabalho e de formação, em especial para as mulheres, restando, muitas vezes, apenas a oportunidade de fazer um curso de magistério e se tornar professora.

Ela relata ao Brasil de Fato MG que teve a opção de sair e conhecer um outro trabalho, na Polícia Rodoviária Federal. Porém, segundo Sônia, a outra experiência profissional apenas fez com que ela tivesse certeza de que seu lugar era na escola.

“A missão me chamou de volta. E, a missão da professora é muito grande. É de ir moldando, transformando a sociedade, melhorando, dando a nossa contribuição para que a humanidade seja cada vez melhor. Eu me encontrei nisso”, relembra a aposentada.

Partilha de conhecimento

É comum nos dicionários da língua portuguesa definir professores e professoras como quem ensina ou detém conhecimento. Para Alessandra, que entrou no universo da profissão em um contexto marcado por mais oportunidades, em comparação com a época em que Sônia pisou pela primeira vez em uma sala de aula, a palavra que melhor define a atuação docente é “partilha”.

Ela conta que é justamente a troca entre professores e estudantes, que permite com que os filhos das classes populares se apropriem do conjunto de saberes acumulado pela sociedade, o que mais a cativou.

Por isso, Alessandra acredita que a docência é a “profissão mais importante que existe”, porque tem um potencial de democratizar o acesso ao conhecimento e, quando estimula o pensamento crítico, é determinante para formar novos valores, estimular outras formas de relações sociais, identificar as contradições do presente e pavimentar um futuro melhor.

“Minhas professoras foram muito importantes para eu desenvolver o pensamento crítico e me tornar um ser humano que busca construir novas formas de se relacionar com as pessoas e com o meio em que vivemos. Por isso, eu acho que é a profissão mais importante que existe. Além da troca de conhecimento, a educação tem potencial para mudar o mundo. Por isso, eu quis ser professora”, explica Alessandra.

Falta de valorização

Dados do Censo Escolar de 2021, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que, em Minas Gerais, existem, aproximadamente, 53 mil professores de ensino infantil, 138 mil de ensino fundamental e 30 mil do ensino médio.

Uma das mais numerosas do estado, a categoria enfrenta anos de luta e mobilizações por valorização. Para se ter uma ideia, mesmo após 15 anos da Lei do Piso Nacional do Magistério, o direito não é garantido aos profissionais mineiros.

Atualmente, ao ingressar na carreira em Minas Gerais, o professor recebe R$ 2.653. Até janeiro deste ano, o piso estava em R$ 3.845,63. Após o reajuste feito Ministério da Educação (MEC), o valor chegou a R$ 4.420,55 para os profissionais que têm jornada de 40 horas semanais.

Porém, em reunião da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 22 de setembro, a professora e coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), Denise Romano, denunciou que, ao longo dos cinco anos do governo de Romeu Zema (Novo), nunca foi praticado o reajuste do piso no estado.

Ela ainda afirmou que o governador ataca a Lei 21.710, conquistada pelos educadores em 2015, que regulamenta o piso em Minas Gerais e abarca todos os trabalhadores em educação, para além do magistério.

“O governo Zema usa todas as estratégias, armas e narrativas para falsear a lei federal e para destruir a Lei 21.710, que foi uma conquista nossa de muita luta, muita greve, muito suor e muitas lágrimas”, enfatiza Denise Romano.

Esperança

De fato, Sônia Mascarenhas relata que, durante toda a sua trajetória na educação, o principal desafio enfrentado foi a desvalorização. Para além dos baixos salários, ela descreve uma realidade marcada por condições ruins de trabalho.

“O principal desafio é a falta de valorização que o professor e a educação têm. As condições de trabalho são muito ruins, as cargas horárias são exaustivas e isso desestimula muita gente que teria condição de fazer um bom trabalho” diz a professora aposentada.

A opinião de Sônia é endossada por Alessandra Pinheiro Silva que, ao ser questionada sobre a perspectiva de futuro na profissão, responde que se apega na esperança de que os políticos e a sociedade em geral reconheçam cada vez mais a importância da docência.

“Nós não trabalhamos só por amor. Precisamos de reconhecimento e condições dignas. Mas, eu tenho esperança de que as coisas vão melhorar, justamente pela importância dos professores na vida de todas as pessoas”, conclui Alessandra.

 

Editado por: Larissa Costa
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