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ARTivista feminiSta, escritora, poeta e tradutora. Autora dA saliva que umedece, poemariam – um tratado sobre línguas, 2025; Meu último poema 2023; Em breve tudo se desacomodará, 2022; entre outros...ver mais

Palestina livre!

Vamos juntas, juntes, juntos alçar a voz, o punho e a raiva pelo povo palestino?

Sei que eu já falei, já escrevi, já chorei, já gritei. Já me desesperei.

E como não?

E você? Já gritou, já escreveu, já chorou de dor pelo povo palestino?

Pelas mentiras que correm no mundo. E o corroem.

Pelo apagamento nas mídias hegemônicas desse genocídio.

Pela fome que engole esses corpos e corpinhos inocentes, porém, tantas vezes tratados de terroristas. Oi? Como assim? COMO ASSIM???

O sioni$mo utiliza a fome como ferramenta de guerra. Como se as pessoas sioni$tas não fossem judias. Insisto, pessoas judias cujos parentes – nosso povo, porque eu sou judia também – há 80 anos estavam sendo assassinados por Hitler, agora mudaram de lugar. Como podem? COMO PODEM???

Como podem? Como podem querer cada vez mais e mais e mais como se não estivéssemos falando de pessoas, de crianças, de mulheres. De artistas, médicas, pedreiros, padeiros, poetas, mães e tudo que cabe nesse grito, nesse genocídio. Nessa humanidade sendo massacrada, torturada assassinada.

Apesar da violência que implica o apagamento nas grandes mídias, no mundo todo estão acontecendo mobilizações. Felizmente também em Tel Aviv houve uma manifestação muito grande, assim como em Berlim, Paris, Buenos Aires, São Paulo.

Precisamos, mais uma vez, diferenciar o judaísmo do sionismo.

Eu sou judia e nunca fui sionista, contudo, eu não era ciente do que esse estado de ocupação, que invadiu um povo e sua gente, era.

Quantas histórias não estudamos na história, não lemos nos jornais, não passam pelo nosso feed?

Quero me unir a um chamado internacional do dia 29 de agosto, Gaza digo tu nombre.

Fiquei sabendo pela escritora Rosa Montero, que bom, isso precisamos que muitas figuras públicas assumam a palavra e gritem o nome de Gaza. Aí, nesse post conversei com a escritora Giovana Madalosso, quem igual que eu, é judia não sionista e se comprometeu a seguir escrevendo e estar junto nessa campanha.

A proposta é gravar um vídeo no celular e postar nas redes na sexta-feira (29), às 10h, hora do Brasil.

1) Inicia tua fala com: “Gaza, digo teu nome”;

2) Menciona teu nome e ocupação, caso seja seu desejo;

3) Acrescenta: “eu presto testemunho”;

4) Começa tua fala (é possível escolher entre as versões que estão na página ou criar o teu próprio);

5) Termina dizendo : “Passo a palavra”.

Precisamos ser muitas, muitas pessoas falando e gritando e nos enchendo de raiva contra tamanha injustiça, nos opondo a esse genocídio,  a esse massacre online e acabar com essa crueldade.

Vamos juntas, juntes, juntos alçar a voz, o punho e a raiva pelo povo palestino?

*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.

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