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Em dois anos

Israel matou mais jornalistas em Gaza do que qualquer guerra na História

Nesta segunda (1º), mais de 150 veículos de 50 países fazem protesto contra matança israelense de jornalistas

29.ago.2025 às 18h18
São Paulo (SP)
Redação
Israel matou mais jornalistas em Gaza do que qualquer guerra na História

Manifestante segura cartaz com imagem do jornalista Anas al-Sharif morto por Israel em Gaza, durante vigília em frente à sede do governo britânico em Londres - Toby Shepheard/AFP

Com o assassinato de 246 jornalistas na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023, o genocídio cometido por Israel ocupa a posição de campanha militar mais letal para profissionais da área em toda a História. A cifra é maior do que a soma das mortes em conflitos como as guerras do Vietnã, da Primeira e da Segunda guerras mundiais, da Ucrânia e da Síria. Os dados foram compilados pela Universidade Brown, dos Estados Unidos.

No último ataque israelense contra membros da imprensa, cinco repórteres foram mortos entre as 20 vítimas do bombardeio do hospital Nasser, em Khan Yunis. Dos jornalistas mortos, três trabalhavam para as agências internacionais Reuters e Associated Press, e para a rede internacional de televisão Al Jazeera.

O estudo aponta que, “desde a década de 2000, governos nacionais e grupos terroristas – de Israel, passando pelo regime sírio de Assad e pelos Estados Unidos, até o Estado Islâmico – encontraram maneiras de restringir a cobertura de conflitos por meio de uma infinidade de meios, desde políticas repressivas até ataques armados”.

“Todos mataram jornalistas e ajudaram a fomentar uma cultura de impunidade, transformando zonas de conflito, como Síria e Gaza, em ‘cemitérios de notícias’. A guerra em Gaza, desde 7 de outubro de 2023, matou mais jornalistas do que a Guerra Civil Americana, a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã (incluindo os conflitos no Camboja e no Laos), as guerras na Iugoslávia nas décadas de 1990 e 2000 e a guerra pós-11 de setembro no Afeganistão, juntas.”

O levantamento da Brown indica que as ameaças a jornalistas em zonas de conflito estão aumentando. “Em 2023, um jornalista ou profissional de mídia foi, em média, morto ou assassinado a cada quatro dias. Em 2024, a média foi de uma vez a cada três dias. A maioria dos repórteres feridos ou mortos, como é o caso em Gaza, são jornalistas locais.”

“Os repórteres locais não só enfrentam grandes riscos, enfrentando sozinhos uma violência extraordinária; isso também prejudica a cobertura jornalística e, consequentemente, o ecossistema mundial de informações”, afirma o estudo da Brown.

“A diminuição do número de correspondentes estrangeiros experientes em zonas de conflito, devido a mudanças de longo prazo na indústria jornalística global, que levaram à despriorização da cobertura jornalística internacional e ao fechamento de agências de notícias estrangeiras, também prejudicou o conhecimento crítico e ajudou a facilitar a criação de cemitérios de notícias. Informações confiáveis ​​sobre guerras e conflitos são essenciais para o bem-estar das populações locais e são necessárias para esclarecer o mundo sobre as forças por trás das guerras e o impacto sobre os civis.”

Campanha global na segunda-feira

E não são apenas mortes. Segundo o Sindicato dos Jornalistas da Palestina, desde outubro de 2023 foram registrados 206 casos de prisão e detenção de jornalistas pelas autoridades de ocupação israelenses. A entidade diz que:

– 55 jornalistas permanecem detidos em prisões israelenses, incluindo cinco jornalistas que já haviam sido presos antes de 7 de outubro de 2023;
– A ocupação prendeu 18 jornalistas; apenas uma permanece presa, Farah Abu Ayash, de Beit Ummar, em Hebron, que está em confinamento solitário em Moskobiya;
– 39 jornalistas de Gaza foram presos desde 7 de outubro de 2023; 22 permanecem detidos até o momento;
– 48 casos de detenção administrativa foram registrados entre jornalistas palestinos desde o início da guerra genocida; 23 permanecem em detenção administrativa.

Morrer de fome é ainda possibilidade real. A Agence France-Presse (AFP), uma das mais tradicionais agências de notícias do mundo, fez um alerta inédito em 21 de julho sobre a situação de seus jornalistas que permanecem em Gaza.

“Desde que a AFP foi fundada, em agosto de 1944, perdemos jornalistas em conflitos, tivemos colegas feridos e prisioneiros em nossas fileiras, mas nenhum de nós se lembra de ter visto um colaborador morrer de fome. Nos recusamos a ver nossos colegas morrerem”, afirmou a Sociedade de Jornalistas da AFP (SDJ), que reúne os profissionais da agência.

“Nós nos recusamos a vê-los morrer. Seus pedidos de ajuda, de cortar o coração, agora são diários”, frisou em comunicado publicado nas redes sociais.

Na próxima segunda-feira (1º), mais de 150 veículos de comunicação, de mais de 50 países, participam de mobilização midiática, coordenada pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e pelo movimento global de mobilização Avaaz. Esses meios, dos quais o Brasil de Fato fará parte, condenam os crimes contra repórteres palestinos cometidos com impunidade pelo exército israelense, pedem a proteção e evacuação urgente e exigem que a imprensa estrangeira tenha acesso independente à Faixa de Gaza.

Editado por: Rodrigo Durão Coelho
Tags: gazaisraeljornalistas
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