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Combate ao fumo

“Novos produtos, velhos problemas”: especialista alerta para riscos do cigarro e do vape

Coordenadora da ACT destaca desafios do Brasil diante do consumo, da produção e do impacto ambiental do tabaco

29.ago.2025 às 20h59
São Paulo (SP)
Adele Robichez, José Eduardo Bernardes e Larissa Bohrer
Cigarro eletrônico ou "vape"

Cigarro eletrônico ou "vape" - Freepik

No Brasil, cerca de 174 mil pessoas morrem todos os anos por doenças relacionadas ao cigarro, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de o país ser referência internacional no enfrentamento ao tabagismo, Mariana Pinho, coordenadora de Projeto de Controle do Tabaco da ACT Promoção da Saúde indica que ainda há desafios urgentes, especialmente diante do avanço dos cigarros eletrônicos entre os jovens.

Esse avanço, denuncia Pinho, traz riscos de dependência precoce, doenças graves e impacto ambiental. “Esses produtos emergentes, essas variações de um mesmo produto, dizemos, [são] novos produtos, velhos problemas. E eles são velhos porque a forma de promovê-los é bem parecida, que chama a atenção de jovens”, observa, no Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado nesta sexta-feira (29).

A especialista explica que, embora a indústria defenda os chamados “vapes” como alternativas de menor risco, na prática o público mais atingido são adolescentes e jovens adultos. “Quem se sente atraído, quem está consumindo mais frequentemente, são os jovens. Isso é muito fácil de compreender (…). Ele é um equipamento sofisticado, não tem aquele cheiro desagradável e é completamente dissociado do cigarro convencional”, relata.

Segundo Pinho, os cigarros eletrônicos, no entanto, provocam dependência de forma mais rápida do que os cigarros comuns, devido ao uso de sais de nicotina. “Significa que as pessoas que consomem o cigarro eletrônico (…) têm um impacto muito grande no nível cerebral, e isso proporciona o estabelecimento da dependência de uma forma muito mais rápida”, explica.

Ela também lembra que já existem doenças específicas ligadas ao consumo desses dispositivos. “Existe uma doença que é específica dos cigarros eletrônicos, a Evali (…), tão severa que em alguns casos há indicação de transplante de pulmão”, alerta. Além disso, ela destaca que usuários têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares e pulmonares, atingindo cada vez mais pessoas jovens.

Outro problema, a especialista cita, é ambiental. De acordo com dados da Fundação CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), os habitantes do país descartam 5,7 cigarros eletrônicos por segundo em 2023. “É muito cigarro eletrônico sendo descartado (…). Eles têm bateria, líquido, plástico, e os resíduos das substâncias. Isso fez com que a União Europeia revisasse suas regras”, explica. A UE baniu os cigarros eletrônicos descartáveis em 2024.

Produção e trabalho análogo à escravidão

Segundo informações da ATC, Brasil segue como um dos maiores produtores mundiais de tabaco, com cerca de 130 mil famílias envolvidas na cadeia produtiva, concentrada na região Sul. Mas, segundo a coordenadora, o peso econômico não deve ser motivo de orgulho.

“Não é uma coisa para nos vangloriarmos, porque, de fato, tem relações de desigualdade entre as fumageiras e os agricultores (…). O Ministério Público do Trabalho e outras autoridades identificam que algumas propriedades têm a presença de trabalho infantil e também trabalho análogo à escravidão”, denuncia.

Mariana Pinho destaca que a relação desigual entre agricultores e indústria cria dependência econômica. “Da mesma forma que, infelizmente, os fumantes são dependentes do cigarro e da indústria, os agricultores são dependentes economicamente dessas empresas”, afirma.

Políticas públicas no Brasil

Apesar dos desafios, o Brasil é referência em políticas de controle do tabaco. Entre as medidas estão advertências sanitárias nos maços, a proibição de fumar em ambientes fechados, o tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e políticas de preço mínimo.

“Identificamos, sim, que existe um destaque no Brasil em relação a alguns outros países. Temos políticas exitosas (…). O SUS oferece metodologias alinhadas às recomendações da Organização Mundial da Saúde, inclusive com uso de medicamentos para dependência mais severa”, diz Pinho.

Ela reforça que até consultas de rotina podem ajudar. “Perguntar se você fuma e se pensa em parar de fumar, por mais que se possa imaginar que não surte resultado, tem um efeito importante para, pelo menos, transformar o momento do fumante passar a pensar sobre aquilo ou então, de fato, parar de fumar. Isso precisa ser implementado”, defende.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 9h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Felipe Mendes
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