Fui uma das brasileiras que acordaram assustadas na madrugada do último sábado (20), ao som de um alarme estridente. Era uma hora e trinta da manhã quando surgiu na tela do celular uma mensagem cujo significado eu desconhecia. Ainda sonolenta, recorri ao Google para entender o que estava acontecendo. Depois de descobrir do que se tratava, demorei a voltar a dormir. Um sentimento de angústia tomou conta de mim, e passei a pensar nos países que vivem sob o peso permanente das guerras.
Em um dos relatos que ouvi sobre o ocorrido, uma pessoa contou que olhou para o céu esperando o pior. Eu também senti como se algo muito ruim pudesse acontecer. Passei o dia inteiro refletindo sobre o quanto estamos vivendo em um país cercado por inimigos de seu próprio povo e de sua própria nação.
Mais do que isso, pensei no quanto parece crescer a descrença na humanidade.
São tempos difíceis. Tempos em que uma parcela da população não consegue diferenciar o interesse público do interesse privado. Tempos em que a disputa política ultrapassa os limites da ética, da moralidade e do respeito às instituições. Como se a usurpação pudesse preencher a frustração de quem não compreende a importância de uma política voltada para a construção coletiva do país. Pensam apenas na destruição e na entrega das nossas riquezas porque, no fundo, ainda se sentem colonizados.
O Brasil é um país de dimensões continentais e de profundas desigualdades. Temos inúmeros problemas reais que exigem nossa atenção. Ainda assim, alguém decidiu utilizar sua inteligência para produzir um alarme falso e espalhar medo entre milhões de pessoas.
Espero que os responsáveis sejam devidamente investigados e punidos. Isso não se faz!
Nosso país é alegre, possui imenso potencial, é respeitado internacionalmente, autônomo e, acima de tudo, soberano. E seguirá construindo a boa política: a política que diz sim à vida, sim ao amor e sim à segurança de todas as brasileiras e de todos os brasileiros.
*Este é um artigo de opinião. A visão da autora não necessariamente expressa a linha editorial do Brasil de Fato DF.
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