Setembro foi um marco histórico das manifestações populares em todo Brasil, de reafirmação da defesa da nossa soberania, autonomia e do poder do povo. Tanto o Grito dos Excluídos, quanto as manifestações do dia 21 – contra a PEC da Bandidagem e a Anistia aos golpistas do 8 de janeiro – deram um show de mobilização popular e demonstraram que a democracia brasileira não só está viva, como pulsa latente.
Tivemos uma vitória real das ruas e a PEC da blindagem foi enterrada no Congresso Nacional. Agora precisamos saber se o Congresso entendeu o recado completo: o povo brasileiro quer ver avançar as pautas que importam para melhorar sua vida.
As crescentes manifestações convocadas pela esquerda, através dos movimentos sociais, sindicais e organizações políticas, nos dão esperança para 2026 e demonstram que o povo brasileiro acordou acerca do real projeto da extrema direita liberal, autoritária e conservadora.
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Um projeto que significa menos dinheiro para o povo pobre, proteção aos bandidos e corruptos e subserviência aos interesses dos Estados Unidos, como mostraram as bandeiras do Tio Sam na manifestação em plena comemoração da independência brasileira.
Neste cenário de esvaziamento e enfraquecimento da extrema-direita, a expectativa é que o centrão abandone o barco do bolsonarismo no Congresso Nacional. Por isso, nossa missão é pressionar ainda mais pela aprovação da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5mil com taxação dos bilionários, bancos e bets, pela derrota da PEC da anistia, para enterrar de vez o bolsonarismo na lata do lixo da história e pela redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6×1.
É momento de aproveitar o fervor das ruas para propagandear o projeto que construímos e defendemos para o povo brasileiro. Um projeto popular e democrático que aponta para políticas sociais robustas e para mais democracia. Queremos mais dinheiro para o povo, valorização do salário mínimo, investimento nas políticas sociais de saúde, educação e assistência e a garantia da soberania nacional e da democracia com direitos e respeito às urnas.
Bruno Pedralva é médico de família e comunidade no SUS e vereador em Belo Horizonte pelo PT.
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Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal

