Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

Frases desfeitas

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Est-ce une attitude normale? Non, ce sujet souffrait de dystonie. | Crédito: Atribuída ao pintor da Renascença Giovanni Agostino da Lodi

Estreia do nosso colunista com seus aforismos

Frases Desfeitas, a coluna dos aforismos, um dos mais ilustres gêneros literários. Frase curta, a tirada de espírito, cheia de agudeza e ironia.

 

• O Brasil está perto de se tornar uma sociedade sem classes. Escolares.

 

• O Primeiro Mundo discutindo teses epistemológicas e aqui a gente só falando em questões epidemiológicas

 

• O cúmulo da ansiedade é gozar antes da ejaculação precoce.

 

• Ninguém está acima da Lei. Muito menos ao lado dessa que está aí.

 

• Mito é uma religião que não cobra dízimo.

 

• O artista é lembrado pelo que interpretou do mundo, o crítico pelo que interpretou de errado.

 

• Quem disse que o reino vegetal não discrimina? E o preconceito de raiz?

 

• Realizei um sonho. Ontem me mudei para uma TV decorada com janelas, portas, sofás e cadeiras.

 

• Livraria: local onde fotografa-se livros com o celular para depois comprar mais barato na internet.

 

• O seguro morreu de colete à prova de balas.

 

• Nossa Senhora Aparecida, apesar do nome, nunca fez uma selfie.

 

• Por que todo mundo deseja um bom domingo e nunca um péssima segunda-feira?

 

• Ninguém vive duas vezes o mesmo golpe de Estado.

 

• A forma mais perversa de sexo oral é colocar palavras na boca de alguém.

Editado por: Marcelo Ferreira

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