Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

A única manifestação aceitável em tempos de pandemia é a de espanto

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“Em terra de cego quem tem um olho é traficante de órgãos” | Crédito: N.C. Department of Natural and Cultural Resources

Senhor, dai-nos uma amnésia coletiva. Amém.

Frases Desfeitas, a coluna dos aforismos, um dos mais ilustres gêneros literários. Frase curta, a tirada de espírito, cheia de agudeza e ironia.

"O presidente Bolsonaro é um homem contagiante".
(Donald Trump)

Sexta-feira 13 ficou tão banal que virou superstição de segunda.

Senhor, dai-nos uma amnésia coletiva. Amém.

A única manifestação aceitável em tempos de pandemia é a de espanto.

Água é vida. Exceto num tsunami.

A prostituição é a privatização do amor.

Tudo muda na vida. Até Pilatos agora virou modelo de higiene.

Depois da pessoa física e jurídica, Receita Federal vai instituir a pessoa reacionária em 2021.

Em terra de cego quem tem um olho é traficante de órgãos.

Contratar um humorista como porta-voz é adicionar comédia à comédia.

Tão centralizador que fez a própria autópsia.

A grande evolução no trânsito é que agora você também pode ser atropelado por bicicletas, skates e patinetes.

Dólar só disparou porque Bolsonaro queria testar se a moeda estava atirando.

Quando a tolice chega à maturidade começa a se chamar televisão.

Minhas mãos estão mais alcoolizadas que o Zeca Pagodinho num churrasco do sítio em Xérem.

Editado por: Marcelo Ferreira

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