Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

Não temos ideia para onde estamos indo. Mas já tivemos? 

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“Deus puxou o freio de mão do planeta. E parece que o cavalo de pau vai até 2022” | Crédito: https://www.entrepreneur.com/

Para o gado, Bolsonaro não sai nem que a vaca tussa

Frases Desfeitas, a coluna dos aforismos, um dos mais ilustres gêneros literários. Frase curta, a tirada de espírito, cheia de agudeza e ironia.

Não temos ideia para onde estamos indo. Mas já tivemos? 

Para o gado, Bolsonaro não sai nem que a vaca tussa.

Quando a saúde entra em colapso é sinal que a decência entrou em óbito.

Viver no passado tinha uma vantagem: você não era visitado só pelo Rappi.

O pior voyeur é aquele que não quer ver.

De março até agora, já assisti mais televisão do que na minha infância inteira.

O afrouxamento da quarentena é a cloroquina do mercado.

Hoje, o presidente deu uma entrevista cof cof the record.

2 de novembro. Dia de Confinados.

Distribuição de renda no Brasil é responsabilidade da loteria federal.

Pelo jeito vai ser o primeiro caso de um presidente se dar um golpe, reagir, e acabar se autoexilando.

Um crime pouco falado nessa quarentena é o catálogo de filmes do Netflix.

Nunca vi tantas franjas mal cortadas na vida.

Deus puxou o freio de mão do planeta. E parece que o cavalo de pau vai até 2022.

Morrer é não ter mais rotina.

Editado por: Katia Marko

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