Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

Quem paga tudo em dinheiro vivo, alguém apagou

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A fuga de nossos melhores cérebros é enorme. Basta parar numa fronteira do conhecimento para ver os miolos escapando | Crédito: https://www.politico.eu/article/deepfake-videos-the-future-uncertainty/

Não, não e não! Já disse mil vezes: não sou negacionista

Frases Desfeitas, a coluna dos aforismos, um dos mais ilustres gêneros literários. Frase curta, a tirada de espírito, cheia de agudeza e ironia.

Quem paga tudo em dinheiro vivo, alguém apagou.

Após seis meses de isolamento saí para uma caminhada na praça. Nunca senti tanta claustrofobia.

Para chegar a Mafalda, a Mônica teria que entrar 17 vezes na fila do Henfil.

Vamos proteger os animais contra os maus tratos. Inclusive os animais racionais. 

O brasileiro, se existisse, seria um povo admirável.

O seguro morreu de quarentena.

No momento, Sétima Arte no Brasil nem arte é.

A fuga de nossos melhores cérebros é enorme. Basta parar numa fronteira do conhecimento para ver os miolos escapando. 

O futuro da Cinemateca Brasileira é negativo.

A ética é uma ilusão de ótica. 

Um é demais, dois é bom, três é pouco. É o que penso enquanto vou bebendo. 

Meu corpo era um templo. Como não pagavam os dízimos, transformei em coworking.

Só não digo cobras e lagartos a esse ministro do Meio Ambiente por que ele acabou com as cobras e os lagartos. 

A família vem em primeiro lugar assim que o celular é desligado.

Não, não e não! Já disse mil vezes: não sou negacionista.

Editado por: Katia Marko

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