Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

Vamos supor que o Trump morre, o Bolsonaro copia?

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O Grande Irmão está te vendo. E filmando, gravando, fotografando, arquivando e compartilhando | Crédito: https://www.buzzfeed.com/ishmaeldaro/simpsons-donald-trump-death

Estamos há um ano, nove meses e oito dias sem corrupção, e sem sinceridade, no governo

Frases Desfeitas, a coluna dos aforismos, um dos mais ilustres gêneros literários. Frase curta, a tirada de espírito, cheia de agudeza e ironia.

Vamos supor que o Trump morre, o Bolsonaro copia?

Durante abertura de sarcófago de 2500 anos no Egito, arqueólogos encontram plano econômico de Paulo Guedes.

Impiche-se o impeachment ou contaminemo-nos todos.

O dicionário tem milhares de palavras, nenhuma explica o Brasil. 

O Estado acabou virando uma série “Narcos” com atores piores.

A cafonice é o pleonasmo da elegância. 

Com o Centrão, o Brasil nunca vai sair da periferia.

Rico não quer lugar de fala, só lugar de gala.

O Brasil é um país vindouro que nunca vem. 

Mudam os cenários e as roupas, mas continua a velha peça com final trágico.

Prisão de Guantánamo flexibiliza normas; detentos poderão escolher que horas do dia preferem estar vivos. 

O Grande Irmão está te vendo. E filmando, gravando, fotografando, arquivando e compartilhando.

Estamos há um ano, nove meses e oito dias sem corrupção, e sem sinceridade, no governo.

O Brasil deixou de ser a floresta do mundo pra ser a várzea.

Editado por: Katia Marko

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