Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

Não existe terceira via. Já quarto poder é o coronel dono de município

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“Para não parecer desonesto, Bolsonaro é capaz de roubar um banco” | Crédito: Imagem: Plate 8 George Grosz, The Case of the Iron Club or Crime Does'nt Pay

Sugestão de slogan para o Ministério da Economia: “nada para todos”

Frases Desfeitas, a coluna dos aforismos, um dos mais ilustres gêneros literários. Frase curta, a tirada de espírito, cheia de agudeza e ironia.

Não existe terceira via. Já quarto poder é o coronel dono de município.

A desculpa da economia andar para trás era o “fique em casa”. Agora vai ser “foi o carnaval”. 

Sai: O meio é a mensagem; entra: O marketing é a literatura.

– 400 reais um peru? 
– Nem o teu vale isto.

Nos tempos bíblicos era o fruto proibido; nos tempos recessivos, a carne proibitiva. 

Misturou tanto a pessoa física à pessoa corporativa que morreu de falência múltipla dos órgãos. 

Sugestão de slogan para o Ministério da Economia: “nada para todos.”

Tudo é porco para os porcos.

Para não parecer desonesto, Bolsonaro é capaz de roubar um banco.

Esse aprofundamento da pobreza afunda qualquer governo.

Escritor. Indivíduo que concorre a premiações variadas e participa de lives.

Comigo é assim: virou imortal, morreu.

Ser brasileiro no exterior é fazer os outros rirem.

Se o futuro do cinema for o mesmo da literatura, logo assistiremos apenas trailers.

Eu escrevo, mas não quero ser imortal. Basta uma libido vitalícia.

* Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

Editado por: Katia Marko

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