Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

Se abrirem a CPU do Milton nem precisa CPI

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“É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar uma bíblia no MEC sem a foto do Milton Ribeiro” | Crédito: Reprodução

Bolsonaro põe a mão no telefone por Milton Ribeiro

Frases Desfeitas, a coluna dos aforismos, um dos mais ilustres gêneros literários. Frase curta, a tirada de espírito, cheia de agudeza e ironia.

“Salve-me quem puder!” – disse o presidente.

Futebol, carnaval, caipirinha, dinheiro na cueca são coisas nossas.

Por causa desses micróbios talvez não tenhamos mais macróbios.

Tão masoquista que só comia no prato em que cuspia.

Se a Argentina é uma ficção, o Brasil é um poema satírico.

Na antiguidade havia a Pax romana, hoje não há Pax sem Pix.

Se abrirem a CPU do Milton nem precisa CPI.

Certas belezas só estão nos olhos de quem não vê.

É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar uma bíblia no MEC sem a foto do Milton Ribeiro. 

Sexo é como vídeo do Youtube, quem não ativa o sininho acaba ficando na mão.

Eu conhecia governo de coalizão, não de colisão como o nosso.

O Brasil só se acerta no dia em que peixe morrer afogado.

Bolsonaro põe a mão no telefone por Milton Ribeiro.

“Que orgasmo, que nada, eu quero é like” – disse o influencer.

Esses últimos três anos e meio por aqui transformaram a arte de governar em arte menor.

(Este texto foi revisado pelo Corretor Ortográfico do Dicionário Houaiss Corporativo)

* Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

Editado por: Katia Marko

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