Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.
O motorista do Porsche estava bêbado demais para dirigir bêbado.
O mundo anda tão violento que até estímulo batizaram de gatilho.
Trump inova: põe em prática o primeiro acordo de paz sem paz.
A natureza, sempre equilibrada: deu-nos o sexo para povoar o mundo e os bacilos para despovoar.
Praticava uma literatura tão híbrida que ganhou prêmios em poesia, ficção e bula de remédio.
Se a Terra fosse uma empresa, já teria demitido o departamento humano por justa causa.
A esperança é a última que morre, a bateria do celular é a primeira.
Se música é matemática, o sertanejo é um teorema onde a hipotenusa trai o cateto.
Quando a diplomacia israelense entra em campo, já podemos encomendar os caixões.
E o mundo, quando será human friendly?
Sempre atraso minhas tarefas, mas é só para dar tempo de elas amadurecerem.
Rir é mastigar o absurdo sem precisar engolir.
As leis são como salsichas: ninguém deveria ver como são feitas.
A fome é a única religião que nunca perde fiéis.
O maior drama da classe média é querer ser da elite com salário de professor.
*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.

