Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

Trump inova: põe em prática o primeiro acordo de paz sem paz

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Se a Terra fosse uma empresa, já teria demitido o departamento humano por justa causa

Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.

O motorista do Porsche estava bêbado demais para dirigir bêbado.

O mundo anda tão violento que até estímulo batizaram de gatilho.

Trump inova: põe em prática o primeiro acordo de paz sem paz.

A natureza, sempre equilibrada: deu-nos o sexo para povoar o mundo e os bacilos para despovoar.

Praticava uma literatura tão híbrida que ganhou prêmios em poesia, ficção e bula de remédio.

Se a Terra fosse uma empresa, já teria demitido o departamento humano por justa causa.

A esperança é a última que morre, a bateria do celular é a primeira.

Se música é matemática, o sertanejo é um teorema onde a hipotenusa trai o cateto.

Quando a diplomacia israelense entra em campo, já podemos encomendar os caixões.

E o mundo, quando será human friendly?

Sempre atraso minhas tarefas, mas é só para dar tempo de elas amadurecerem.

Rir é mastigar o absurdo sem precisar engolir.

As leis são como salsichas: ninguém deveria ver como são feitas.

A fome é a única religião que nunca perde fiéis.

O maior drama da classe média é querer ser da elite com salário de professor.

*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.

Editado por: Vivian Virissimo

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