Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.
Não é o gado que manda no Brasil, é o bezerro de ouro.
Se o banco Master fosse um romance policial, a arma do crime seria a letra miúda dos contratos.
Viajar não é mais conhecer o mundo, é fazer check-in em pontos turísticos antes dos outros.
Arranha-céus, resorts, países: para Trump, tudo é só uma questão imobiliária.
Há quem prefira censurar burcas a condenar mísseis.
O Sistema não mata ninguém: só cria condições ideais para isso acontecer.
O cúmulo da incompetência é ter 107 imóveis e acabar morando num de 65 metros quadrados.
Burro é aquele a quem pedem um refrigério e ele traz a geladeira.
Quando o Estado atira primeiro e explica depois, a democracia já está com a respiração assistida.
A TV moderna não substituiu o cinema. Substituiu o sexo, a conversa e, em alguns casos, a dignidade.
A literatura brasileira não sofre de falta de talento, mas de excesso de camaradagem.
A gente ri dos outros para não lembrar do nosso próprio álbum de fotos.
Ironia suprema é a família Bolsonaro, que rasgou a Constituição, rasgar o verbo por democracia.
De 8 de janeiro em 8 de janeiro, chega-se a 31 de março.
O Brasil sempre foi muito mais teológico do que teleológico.
*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.

