Cidade das Letras: literatura e educação

A coluna Cidade das Letras: literatura e educação é mantida por Luciano Mendes de Faria Filho, que é pedagogo, doutor em Educação e professor  da UFMG, e por Natália Gil, que é pedagoga,  doutora em Educação e professora da UFRGS. A coluna traz contribuições ao debate público sobre educação e literatura no país.

Por uma educação antirracista!

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Mãos unidas | Crédito: Foto: Reprodução

Conversas sobre racismo estão cada vez mais latentes na sociedade

Por Juliana Farias

Sou uma mulher negra, professora e militante por uma educação antirracista. Por isso, sei que além de datas do calendário, o que deve nos chamar a atenção é a necessidade de trilharmos, como sociedade, um caminho de reflexão e ação que nos permitam o reconhecimento às discriminações raciais e as violências e opressões que delas decorrem.

Neste sentido, é bom ver que as conversas e discussões sobre os termos como o racismo, racismo estrutural e letramento racial estão cada vez mais latentes na sociedade contemporânea, o que, sem dúvida, representa um importante avanço de nossa luta.

No entanto, não podemos ignorar que estes termos ganham ainda mais evidência no Novembro Negro e, mais especificamente,  no dia 20 deste mês, por ser este um dia marcado por uma série de celebrações e eventos acadêmicos, culturais, religiosos e do calendário escolar. Sobretudo a partir da Lei 14.759/23, de 21 de dezembro de 2023, que o oficializa este dia como Feriado Nacional da Consciência Negra no Brasil.

O dia, assim como todo o Novembro Negro, celebra também a memória de Zumbi dos Palmares, grande líder do Quilombo dos Palmares, símbolo de resistência negra contra a escravização no Brasil no período colonial.

O despertar de nossa consciência coletiva possibilita enxergar os privilégios que alguns grupos sociais mantêm, e aumentar a nossa capacidade de contestar o sistema de opressão racial para, assim, assumirmos uma postura antirracista, permeada por senso de responsabilidade em mudar o estado das coisas em que nos encontramos.

A abordagem dessa temática na educação básica, desde a primeira infância, requer o envolvimento de muitos entes, e sobretudo, dos profissionais que estão no “chão da escola”.

É este o propositivo do Programa Educação do mês de novembro. Uma iniciativa do Coletivo Cidade das Letras e da Editora Escola Cidadã,  o Programa é transmitido ao vivo pelo canal Cidade das Letras do YouTube. No dia 19 de novembro, quarta-feira, às 11 horas, receberemos a professora Claudia Elizabete, que atua na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte MG), para uma conversa sobre a Educação Antirracista e para conhecer suas experiências e reflexões que nos ajudarão a pensar na superação do racismo no Brasil.

Juliana Farias é pedagoga, mestra em Educação, diretora escolar no Recife e supervisora escolar em Jaboatão (PE). Integra o Coletivo Cidade das Letras e a Equipe do Programa Educação.

Leia outros artigos da coluna Cidades das letras: Literatura e Educação no Brasil de Fato MG

Este é um artigo de opinião. A visão da autora não necessariamente expressa a linha editorial do jornal

Editado por: Elis Almeida

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