Gleide Andrade

Gleide Andrade é Secretária Nacional de Finanças e Planejamento do PT

Outubro Rosa: políticas que salvam vidas e fortalecem o SUS

No audio source provided.
Mamografia é um dos exames essenciais para a detecção precoce do câncer de mama | Crédito: Reprodução: Governo do Ceará

Avanços concretos e políticas estruturais na luta pelo direito à saúde das mulheres

O câncer de mama continua sendo o tipo mais incidente entre as mulheres brasileiras, com cerca de 75 mil novos casos por ano. Mais do que números, são vidas em jogo. A prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso a tratamento eficaz não podem depender da sorte, da renda ou da região onde se vive.

A realidade mostra que apenas 37% das mulheres em idade-alvo realizam a mamografia, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda 70%. Essa diferença revela que a desigualdade ainda determina quem sobrevive e quem fica vulnerável. Com diagnóstico precoce, a mortalidade por câncer de mama pode cair até 40%, enquanto cada mês de atraso no tratamento aumenta em 13% o risco de morte. São dados que exigem ação política concreta e sistemática.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem respondido a esse desafio com medidas estruturais e estratégicas, que colocam a saúde das mulheres no centro da política pública:

1. Ampliação do rastreamento

A faixa etária para mamografia pelo SUS agora começa aos 40 anos e se estende até 74 anos, garantindo proteção às mulheres mais jovens e às mais maduras. Essa medida não é apenas técnica, mas é reconhecimento de que o câncer de mama não espera idade.

2. Rede Ebserh como força de diagnóstico

A Rede Ebserh, com 45 hospitais universitários federais, tem papel central no diagnóstico precoce. Com mutirões de consultas, exames e cirurgias, os hospitais se tornam a ponta de lança da prevenção, especialmente em territórios onde a oferta do SUS é mais limitada.

3. Tratamento moderno e integral

O acesso ampliado a terapias-alvo, quimioterapias modernas e hormonioterapia no SUS demonstra que o direito à saúde é prioritário e universal. Nenhuma mulher deve depender da renda para ter acesso a tratamentos de última geração.

4. Reconstrução mamária garantida

A lei que amplia o direito à reconstrução mamária pelo SUS reforça que cuidar do corpo é cuidar da identidade, da autoestima e da dignidade feminina.

5. Investimentos estruturais

Programas como o Novo PAC da Saúde e o Agora Tem Especialistas reforçam a infraestrutura da rede oncológica, saúde digital e complexos industriais da saúde, fortalecendo o SUS em todas as regiões do país.

Nenhuma política pública se sustenta sem participação ativa. Mulheres, movimentos sociais e conselhos devem garantir que esses avanços se convertam em exames realizados, tratamentos iniciados e reconstrução assegurada. Outubro Rosa não deve ser apenas o mês das luzes cor-de-rosa nas fachadas: precisa ser o mês em que reafirmamos o direito ao diagnóstico, ao tratamento e à vida com dignidade.

O Brasil pós-2023 mostra avanços claros. Mas a luta não termina aqui. Cada vida salva é resultado de políticas públicas consistentes, investimento real e compromisso político. Cuidar das mulheres é cuidar do país — com ação concreta, igualdade e justiça social.

Gleide Andrade  é Secretária Nacional de Finanças e Planejamento do PT

Este é um artigo de opinião, a visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal.

Editado por: Ana Carolina Vasconcelos

|

Newsletter