Manoel Ramires

Experiência com 20 anos na área de comunicação como jornalista, redator, produtor, assessor de imprensa e assessor político, desenvolvendo a identidade e linha editorial de veículos de comunicação e mídias sociais.

Lula precisa melhorar sua imagem no Paraná

No audio source provided.
Presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto. | Crédito: Fotografia: Ricardo Stuckert/PR

incapacidade de apresentar as realizações de seu governo aos paranaenses

Berço da Lava Jato, estado onde o presidente ficou hospedado por 580 dias, o Paraná é uma pedra no sapato de Lula. Incômodo que o petista e sua turma não parecem destemidos para mudar. Depois que deixou a sede da Polícia Federal, Lula foi pouco visto por aqui e não se esforçou para eleger o governador do estado (Requião era o candidato), nem coloca força na eleição da República de Curitiba. Mesmo o Paraná sendo terra de alguns líderes da sigla como a presidenta nacional, Gleisi Hoffmann. Os efeitos dessa falta de prioridades podem ser vistos na pesquisa Quaest divulgada hoje (31). Dos seis estados pesquisados, a pior aprovação é no Paraná. Fica também no estado um alto índice de desaprovação de seu governo.

De acordo com a pesquisa, 54% dos paranaenses desaprovam Lula contra 44% que aprovam. Como comparação, em seu estado natal, Pernambuco, a aprovação bateu em 73%. Quando o assunto é o governo, apenas 30% consideram positivo. Em São Paulo, onde o presidente coloca forças para eleger Guilherme Boulos, a aprovação é de 32%.

Os maus resultados de Lula podem ser explicados de muitas formas. Vamos nos limitar a duas: uma delas se chama Ratinho Junior. A outra é a incapacidade de apresentar as realizações de seu governo aos paranaenses.

Para Ratinho Junior, um bolsonarista raiz, Lula e seu governo vivem fazendo acenos. Dois deles “feriram de morte” a base petista estadual. O primeiro foi a licitação do pedágio em que Lula mantivesse e praticamente todo o modelo de concessão, fazendo com que o estado seguisse com uma das tarifas mais caras do país. O segundo golpe é a privatização da Copel. Comenta-se que em troca de votos do PSD no Congresso, Lula e o BNDES de Aloísio Mercadante (atualmente dono da maior parte das ações) não se esforçassem para impedir a venda. Punição ou não, o modelo da venda da Eletrobras que o governo federal questiona foi usado de exemplo pela Copel.

Por outro lado, as realizações de Lula não chegam aos ouvidos da população. Afinal, não será Ratinho e sua trupe que vão divulgar os feitos adversários. O novo PAC, por exemplo, destina R$ 107 bilhões para o Paraná. O Governo e a Petrobras também decidiram reabrir a Fafen. A Itaipu, comandada por um petista paranaense, Ênio Verri, tem injetado dinheiro nas prefeituras em projetos de desenvolvimento. Mas quem ficou sabendo disso? Pois é!

Se serve de consolo, em outro levantamento, desta vez do Paraná Pesquisas, Lula lidera em todos os cenários para 2026 e ganha de lavada de Ratinho Junior: 39% a 14,2%.

Editado por: Lucas Botelho

|

Newsletter