Não é a primeira vez e provavelmente não será a última vez que a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Margaret Matos de Carvalho é alvo de “processo administrativo disciplinar injusto, inapropriado e absurdo”.
Essa é a convicção de uma petição pública que já reúne mais de 200 assinaturas na internet. Margaret responde por “Processo Administrativo Disciplinar movido pela Corregedoria do Ministério Público do Trabalho”.
Na atual petição, informa-se que o processo contra a procuradora “questiona o repasse de valores de multas para diversas entidades, cujas ações beneficiaram milhares de pessoas, notadamente os trabalhadores da coleta de materiais recicláveis, as crianças em situação de vulnerabilidade, os agricultores familiares, os trabalhadores expostos pelo amianto e agrotóxicos e demais trabalhadores que rotineiramente estão em risco de acidentes e doenças do trabalho”.
Como o próprio site do MPT explica os repasses para entidades sociais sem fins lucrativos: "O objetivo é compor cadastro para destinar bens, serviços e valores decorrentes de indenizações aplicadas pelo MPT-PR a empresas que tenham cometido irregularidades trabalhistas, como forma de reparação por danos morais coletivos e por descumprimento da legislação".
Na petição é reforçado o inconformismo com o processo: “O Ministério Público do Trabalho demonstrará que ações que promovem benefícios aos trabalhadores e à população vulnerável não são prioridade para a instituição”.
Veja a seguir a petição: https://peticaopublica.com.br/?pi=BR140862
Perseguição recorrente
Em outra oportunidade, a procuradora havia sido punida com o “silêncio” por postagem feita em rede social. Margaret sugeriu que o então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cobrou propina do governo para aprovar a reforma da Previdência.
Já em 2021, a então procuradora-chefe do MPT, Margaret declarou: “Ver crianças voltarem a comer restos do lixão partiu meu coração". A fala aconteceu durante a Semana da Mulher.

