Manoel Ramires

Experiência com 20 anos na área de comunicação como jornalista, redator, produtor, assessor de imprensa e assessor político, desenvolvendo a identidade e linha editorial de veículos de comunicação e mídias sociais.

Palácio do Iguaçu está magoado com Bolsonaro

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“Bolsonaro agiu errado com parceiros históricos pelo Brasil todo” – Ronaldo Caiado | Crédito: Foto: José Fernando Ogura/ANPr

Ex-presidente traiu Ratinho e apoiou adversária do governador

O Palácio do Iguaçu não esconde que ficou magoado com a postura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição de Curitiba. No fim do primeiro turno, ele gravou vídeo pedindo votos para Cristina Graeml (PMB), adversária de Eduardo Pimentel. Ele foi escolhido pelo governador Ratinho Junior (PSD) para comandar a capital paranaense. Mas, ao contrário do governador de Goiás Ronaldo Caiado, não se pode esperar um pronunciamento paranaense contra o ex-presidente. Apenas o silêncio já diz muita coisa.

Fontes do governo externaram que, nas eleições municipais do Paraná, não devem nada a Bolsonaro. O PSD, partido do governador, elegeu 165 prefeitos. Os últimos dois, Eduardo Pimentel, em Curitiba, e Tiago Amaral, em Londrina. Ao comemorar essas vitórias, em fotos e vídeos nas redes sociais, Bolsonaro não foi lembrado. Segundo o governador, “essa é a força de um trabalho feito em equipe, defendendo a união e a paz dos paranaenses. Unidos e em paz, sem brigas ideológicas, avançaremos mais rápido”. https://www.instagram.com/p/DBwzyq1hDkd/ 

O recado é claro para Bolsonaro e Cristina Graeml que tentaram colar na testa do grupo político de Ratinho a pecha de serem de esquerda. Sem papas na língua, por outro lado, o vereador curitibano Pier Petruzziello, que é do PP, postou um vídeo de Ronaldo Caiado e externou a mágoa com Bolsonaro ao abandonar seu candidato supostamente oficial, Paulo Martins.  https://www.instagram.com/reel/DBunXYQN-Y6/

“Bolsonaro agiu errado com parceiros históricos pelo Brasil todo, a exemplo de Curitiba com @paulomartins222, precisamos reorganizar a direita humanista, com equilíbrio, para que possamos ter grandes líderes em 2026!”

O distanciamento entre o Palácio do Iguaçu pode ser irreversível. Primeiro porque Ratinho pleiteia a possibilidade de ser candidato a presidente pelo PSD enquanto Bolsonaro sonha com uma anistia para concorrer novamente. Segundo porque caso concorra ao senado, Ratinho deve ter a concorrência de Cristina Graeml, que já lançou sua pré-candidatura e apoia o ex-capitão.

Editado por: Lucas Botelho

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